2026/04/09

Monteiro quer tranformar Nova Europa em partido

O Movimento Nova Europa, liderado pelo ex-líder popular, Manuel Monteiro, poderá vir a transformar-se em partido político para assim poder participar nas próximas eleições para o Parlamento Europeu.

A ideia não é recente e o próprio Manuel Monteiro insinuou, numa entrevista ao Diário de Notícias, que a possibilidade de formar um novo partido político ainda continua de pé.

Lembre-se que, há cerca de quatro meses, Manuel Monteiro fez questão de exigir ser cabeça de lista do CDS-PP nas eleições europeias. Contudo, Portas disse-lhe que sobre essa matéria não poderia decidir sem antes falar com o PSD uma vez que irão concorrer naquelas eleições em lista conjunta.

Manuel Monteiro ameaçou na altura avançar sozinho. O problema que se põe nesta altura a Monteiro, é facto de ainda não serem possíveis listas independentes para o Parlamento Europeu, sendo que a eventualidade de essa matéria ser tratada em revisão constitucional é bastante remota.

Assim sendo, e depois de ter vindo a público falar na eventualidade de vir a formar um novo partido, Manuel Monteiro poderá virar-se para o movimento Nova Europa e daí avançar para as eleições europeias de 2004 com uma nova estrutura partidária. A ideia será aproveitar o espaço deixado pelo CDS-PP ao participar numa lista conjunta com o PSD.

Um novo projecto partidário poderá vir a contar com alguns monteiristas que recentemente saíram do partido e com uma demissão em bloco dos apoiantes de Manuel Monteiro no interior do partido. Portas ficaria assim na situação difícil de ficar com meio partido. Pedro Ferraz da Costa poderá vir a financiar o novo partido de Monteiro.

Em relação à recusa de Manuel Monteiro de ir ao próximo congresso do partido, Paulo Portas respondeu o seguinte: “nunca entro em polémica com militantes do partido”. No que toca à possibilidade de Monteiro formar um partido, o líder popular respondeu com a mesma frase.

A eventualidade de se demitir do CDS-PP e formar um novo partido de direita foi seriamente ponderada por Manuel Monteiro, há cerca de um ano, no rescaldo do congresso do partido do qual saiu derrotado. Na altura, alguns notáveis monteiristas chegaram mesmo a abandonar a militância no PP. Foi o caso de Nuno Fernandes Thomaz e Diogo Pacheco de Amorim que logo após o conclave popular bateram com a porta indignados com o modo como foram conduzidos os trabalhos.

Manuel Monteiro não acompanhou aquelas dissidências o que travou muitos monteiristas a sair do partido naquela altura. Há mesmo muitos monteiristas que garantem que Monteiro deveria ter saido há um ano e que neste momento seria precipitado avançar para formar um novo partido.

Portas marca posição em congresso

No próximo congresso do CDS-PP, agendado para os próximos dias 22 e 23 de Março, Paulo Portas irá marcar a sua posição dentro do governo e mostrará aos portugueses que o seu partido tem uma visão própria.

Logo a seguir ao Conselho Nacional do início deste semana, Paulo Portas justificou a sua recandidatura à liderança dos populares dizendo que “é preciso um partido de direita que defende certos valores”. Estas declarações de Paulo Portas foram vistas como necessidade de o CDS-PP mostrar que continua a ser um partido independente, apesar do papel que detém no governo de coligação com o PSD de Durão Barroso.

Não se trata, porém, de qualquer distanciamento do CDS-PP em relação aos social-democratas mas tão somente uma oportunidade para partido de Paulo Portas mostrar que está vivo e que por isso mantém uma visão própria dos problemas do país. O congresso poderá assim contribuir para que o CDS-PP mostre aos portugueses que existe para além do governo.

No que diz respeito à antecipação do conclave popular, Paulo Portas explicou ao conselheiros do partido que este congresso será determinante para que o partido possa delinear uma estratégia tendo em conta a aproximação das eleições para o Parlamento Europeu e regionais.

Outra dos objectivos de Paulo Portas para o congresso será também o de arrumar a “casa popular”. Portas pretende renovar os quadros do partido dando relevo àqueles que sempre estiveram a seu lado.

Esta é a 1000ª edição do SEMANÁRIO

Raras vezes o jornal é a própria noticia do jornal. Mas fazemos hoje o nosso milénio. Mil semanas depois sem interrupção, com altos e baixos, sabemos fazer parte do património de um país, umas vezes soubemos ser decisivos, outras fomos simplesmente irrelevantes.

Mas existimos, ao lado da história do país, emitindo opiniões, informando e criticando, com a generosidade de quem acredita que os portugueses podem viver num mundo melhor. Avançamos com esta 1000ª edição do SEMANÁRIO, com os problemas que nos afectaram nos ultimos quatro anos ultrapassados e com a certeza de que com a experiencia adquirida saberemos enfrentar as proximas 1000 edições.

Não se comemoram mil edições sem uma homenagem aos principais fundadores, com Marcelo Rebelo de Sousa, Victor da Cunha Rego, José Miguel Judice, Daniel Proença de Carvalho, Carlos Barbosa e Francisco Sarsfield Cabral à cabeça. Não se comemoram mil edições sem lembrar os nomes dos directores que se responsabilizaram pelos jornais: Victor da Cunha Rego, João Amaral, José Mendonça da Cruz, Alvaro Mendonça e Raul Vaz. Não se comemoram mil edições sem nos lembrarmos dos que já não estão connosco: Cunha Rego e Carlos Plantier.

Financiado por um grupo de empresarios, no inicio dos anos oitenta, o Semanário rapidamente se tornou numa referência politica e tambem na informação económica, prestigiando a afirmação da iniciativa dos empresários e da sociedade civil, que então renascia depois do gonçalvismo a ter quase extinto. Socialmente em 1986 lançamos a OLÁ, com o objectivo politico de dizer ao país que existia uma elite, que devia ser conhecida e que isso era bom para portugal.

Esgotado o projecto politico do Semanário, com o cavaquismo, haveriam de passar mais de dez anos para que o jornal voltasse a fazer sentido na critica á irresponsabilidade e à corrupção no governo socialista.

A perseguição politica do governo de Guterres e a tentativa da universidade moderna, por um lado e dos socialista, por outro, para tomarem por dentro o controlo do Jornal acabariam por conduzir á falência da sociedade editora. Esta semana foi o leilão dos activos e do titulo do jornal, tendo este sido arrematado pelo banco Efisa e pela Semanário Revistas, conformo acordo estipulado entre ambos. Com,o espaço de liberdade o SEMANARIO saberá manter a sua independência diante do poder politico e económico.

Será sempre livre o seu espaço de opinião embora mantenha uma linha editorial fortemente orientada para a intrervenção politica, expressando prioritariamente a ideologia e os valores do centro-direita, como espaço intelectual e de cultura que nunca deixou de ser. É que com a esperança que agora pode renascer no país, tambem há espaço para uma direita inteligente.

Mil semanas de História

Foram as mil semanas em que se cumpriu o projecto europeu dos portugueses. Em 1983, o bloco Central estava a fazer os ajustamentos necessários na economia Portuguesa para a adesão de Portugal á União Europeia.

O SEMANARIO surgia como uma voz critica do bloco central, em nome da alternancia democrática e reunia com isso a opinião plural de todos aqueles que acreditavam na democracia.

Mário Soares dirijia uma coligação, cujo ultimo acto serioa o da propria adesão á CEE. Feito o ajustamento, com o acordo copm o FMI, portugal iria nos anos seguintes ver imergir as maioprias da Cavaco Silva e depois o govern o de Guterres.

O SEMANÁRIO fez todo o trabalho de oposição, mas seria cavaco a sentar-se no Poder. O Cavaquismo não representa nenhuma inovação ideológica, mas é a continuidade natural do bloco Central, naquilo que de estruturante ele definiu para portugal, ou seja o caminho da afirmação neo-liberal da economia e da sociedade, da estabilização democrática e do respeito pela livre iniciativa, nos termos em que a Europa os defendia.

O ciclo do Cavaquismo estava contudo esgotado ao fim de seis anos. O pragmatismo inicial dava lugar á arrogância e esta à intolerância, à corrupção e à crispação na sociedade Civil. Mário Soares que entretanto sucedera ao esfingico Eanes, o inspirador do Partido Renovador, que fracturaria a familia socialista e com isso permitira a ascensão ao poder da direita, faria um segundo mandato fortemenete interventor, transformnando Belém na verdeira força de oposição ao Governo de centro-direita.

Foi um periodo em que a economia portuguesa CONVERGIU COM A Europa, de bom governo e fuindos comunitarios que garantiram aos portugueses a esperança de estar no pelotão da frente da Europa.

O excesso e o desgaste, dariam em 1995 lugar ao Guterrismo. A direita desistira, acreditando que vinham aí temmpos difíceis, e que competiria ao PS a gestão do ciclo negativo. Mas, Guterres, à custa do aumento do endividamento externo, manteve o sobreaquecimento na economia, na esperança que a crise internacional passasse. Tornou-se irresponsável o endividamento externo portugues e incontrolável a despesa do Estado. Cercado e percebendo o excesso da sua politica social, com o dialogo esgotado, Guterres acaba por fugir, deixando a esquerda desamparada entregue ao sucessor de Mário Soares, Jorge Sampaio.

Enquanto o PS virava à esquerda, para cobrir o PCP, e o sentido da bipolarização se acentuava na política portuguesa, a convocação de eleições gerais antecipadas traria de novo o centro-direita ao Poder.

O ciclo das últimas mil semanas foi portanto o ciclo da nossa adesão. Agora o desafiu da globalização é decisivo, com a economia internacional a abrandar e o país a necessitar de nova correcção nas contas publicas. Ao governo de Durão Barroso compete esse justamento, contando com a conivencia do Presidente da República e a abstenção de oposição por parte dos socialistas.

Feita a correcção do descontrolo das contas publicas, nos termos exigido pelo Pacto de Estabilidade e crescimento, o país começa de novo a vislumbrar uma esperança, sobretudo porque com a forte redução dos funcionários públicos devido as reformas antecipadas começam a haver condições politicas de relançamento económico.

Da euforia dos anos oitenta, feito á custa da reestruturação da banca e com a revolução nas telecomunicações dos anos noventa, verdadeiro balão de oxigénio para as economias mundiais, a história das últimas mil semanas é a história fantástica de duas décadas de progresso e de enriquecimento para a humanidade. O abrandamento dos últimos anos devido ao escesso de produção por causa da emergência da Ásia e da China e do efeito deflactor das suas produções, só pode ser ultrapassado com um novo salto tecnológico.

Mas, esse só chegará dentro de cinco ou dez anos, como aconteceu na crise dos anos 30. Até lá um país como Portugal está a apostar sobretudo na Saúde e no Turismo, apesar de tudo, beneficiado pelas condições de paz e de estabilidade interna.

De um País de emigrantes passamos a um pais de imigrantes. Porquue a economia cresceu, mas tambem porque a Europa ocidentar está a ser pressionada pela imigração de Leste e do magreb.

Mas o facto mais relevante da história mundial das últimas mil semanas foi mesmo a queda do muro de Berlim e fim a URSS. O triunfo da liberdade sobre o sonho utópico de justiça social e igualdade transformado em totalitarismo, fez emergir uma nova geopolítica, com o regresso da Rússia ao concerto das nações civilizadas da Europa e a afirmação hegemónica dos EUA como a única potência mundial.

Na última década, desenha-se finalmente o esperado confronto entre o fundamentalismo islãmico e o Ocidente. O “fim da história” dava lugar ao “choque de civilizações”. Primeiro na Guerra do Golfo, depois na guerra mundial contra o terrorismo e a intervenção no Afeganistão o mundo civilizado e defensor da democracia e dos direitos do homem conseguiu impor, pela força das armas, a sua força moral.

Seguramente as proximas mil semanas serão muito interessantes também.

Os negócios de uma guerra anunciada

A guerra anunciada no Iraque e a emergente crise nuclear da Coreia do Norte criaram um autêntico puzzle sistémico para a administração Bush. Aparentemente seriam duas questões tratadas autonomamente, inseridas nas suas conjunturas regionais e políticas. Até certo ponto este raciocínio é válido, no entanto, existem outros factores a ter em conta na abordagem.

A questão iraquiana, nomeadamente o problema do regime pária de Saddam Hussein, apresenta-se num processo final, que certamente acabará na confrontação bélica, prevista para os próximos meses. Aqui, convém desmistificar a ideia avançada por alguns analistas de que o ataque estará fortemente condicionado pelas questões climatéricas do Golfo, premunindo-se uma acção militar para fins de Janeiro, princípios de Fevereiro.

Há umas semanas o SEMANÁRIO avançava, citando fontes militares americanas ao “The Los Angeles Times”, que o problema das altas temperaturas constituía um vector de ponderação, mas que a guerra poderia ser desencadeada a qualquer altura do ano, mesmo com elevadas marcas nos termómetros.
De qualquer maneira, americanos e ingleses continuam a enviar para a região fortes contingentes, acelerando a mobilização de tropas. No passado fim-de-semano, o secretário da Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld, autorizou o deslocamento de mais 62 mil homens.

Ainda esta semana foram enviados 600 soldados americanos para Israel, para fortalecer as defesa israelitas face a um eventual ataque iraquiano.
Prevê-se que no próximo mês estejam no golfo cerca de 150 mil tropas anglo-americanas. Também o Reino Unido já accionou sua máquina de guerra tendo enviado esta semana para o Golfo Pérsico o porta-aviões HMS Ark Royak, naquela que é a maior mobilização naval britânica desde a guerra das Falklands, em 1982.

A intervenção militar no Iraque desenha-se de dia para dia, e apesar da presença dos inspectores da UNMOVIC no terreno, aplicando a resolução 1441, vislumbra-se cada vez mais a certeza de que “com ou sem ONU, o ataque ao Iraque será inevitável (SEMANÁRIO, 13 de Setembro, de 2002)”. Ou seja, o trabalho a ser desenvolvido por aquele conjunto de técnicos, que terminará prematuramente, na opinião destes, no próximo dia 27, de pouco ou nada servirá para a estratégia da Casa Branca.

Ainda na quarta-feira os Estados Unidos voltaram a afirmar que se fosse necessário avançariam unilateralmente, sem uma segunda resolução do Conselho de Segurança, mesmo que os inspectores não aparecessem com material passível de comprometer Saddam na violação da resolução 1441.

O Presidente George W. Bush tem certamente o seu plano desenvolvido e muito provavelmente alcançará uma dimensão mais vasta, do que aquela perspectiva redutora cujo os objectivos norte-americanos assentam no controlo do petróleo ou na erradicação de um regime desestabilizador da segurança internacional. Na verdade, estas duas questões podem ser facilmente dissecadas, se se tiver em conta movimentações tácticas na diplomacia e política externa norte-americana nos últimos tempos.

Caso a intervenção militar venha ser uma realidade no Iraque, muito dificilmente as empresas norte-americanas tomarão conta do petróleo iraquiano. Este será deixado aos europeus, nomeadamente aos franceses e aos russos – os países que mais interesses têm concretizados naquele país. Além do mais, os Estados Unidos apenas pretendem obter uma estabilidade no fornecimento de petróleo e não propriamente o controlo daquele recurso na região do Golfo.

Neste capítulo, as grandes companhias petrolíferas dos Estados Unidos estão a virar-se para a África Ocidental, nomeadamente Angola, e para a zona do Cáucaso, com o Qazaquistão na mira, e claro está a própria Rússia. A acrescentar a tudo isto existem as vastas reservas norte-americanas, assim como o potencial Alasca.

Quanto à segunda questão, relacionada com a segurança internacional, a administração Bush está ciente de que Bagdad não representará o fim, mas sim o princípio de uma acção mais ampla que poderá muito bem visar o desconcertante regime da Casa de Saud, no qual o príncipe regente, Abdullah, conotado como um anti-americano, tem alimentado clivagens na longa e frutuosa relação entre a Arábia Saudita e os Estados Unidos.

E é talvez nesta lógica que um comentário publicado esta semana no “The Los Angeles Times” referia que os Estados Unidos não deveriam virar as costas ao seu “fiel amigo”. O problema é que um dos pontos de origem do financiamento do terrorismo internacional provém dos milionários sauditas, uma conexão de difícil concretização no caso iraquiano.

Remover Saddam e negociar com a China

A revista “BusinessWeek” afirmava veementemente na semana passada que a Coreia do Norte representava uma ameaça à segurança internacional, no entanto, a estratégia adoptada pelos Estados Unidos face ao regime de Kim Jong Il não tem sido coerente com esta evidência. Se, por um lado, Bush tem-se mostrado implacável perante Saddam Hussein, por outro, tem demonstrado uma atitude bastante flexível com Pyongyang.

Segundo algumas análises, esta postura é explicada por uma estratégia que visa o desenvolvimento norte-americano de uma política externa a longo prazo, que terá inevitavelmente de passar pela China, potência influente no teatro asiático, no qual a Coreia do Norte está a criar problemas. Assim, Washington poderá estar a considerar resolver o problema da Coreia do Norte em Pequim.

Mas com a hipótese de exílio do líder iraquiano em cima da mesa, a Casa Branca poderia ter algo mais a tratar com Pequim. De acordo com algumas teorias da conspiração, Saddam Hussein poderia escolher aquele vasto país como o seu novo santuário para encetar o seu projecto de terrorismo internacional. Obviamente que esta lógica faz apenas sentido, quando se enquadra a China numa perspectiva ofensiva perante o ocidente.

Rui Fernandes: “D2D aposta nas PME”

O D2D é a mais recente aposta na internet em Portugal. Virado totalmente para as PME, este portal disponibiliza a criação e hospedagem de páginas de internet, webmail, ferramentas de CRM – Customer Relationship Management, diversos canais temáticos, e tudo isso a preços extremamente competitivos.

Num mercado extremamente volátil como é o da Internet, o D2D entra já com mais de 100 clientes a uma semana de estar on-line.

Como nasceu a ideia de criar um portal para PME?

Sendo o core business do Grupo BF a venda de produtos e serviços pelo sistema porta-a-porta , nas centenas de portas/PME que contactamos diariamente, constatámos uma lacuna nas ofertas de serviços às PME’s portuguesas: a existência de um produto simples, fácil e acessível para as posicionar on-line, ou seja, estarem presentes na Internet. Nesse sentido, criámos um produto simples e fomos para a rua, iniciando um teste de mercado. Os resultados foram acima das melhores expectativas. Decidimos, então, alargar o conceito, criando novos produtos e dirigirmo-nos a todas as PME’s portuguesas. Criámos, entäo, o portal D2D (www.d2d.pt) bem como a sua missäo: «Uma Empresa, um Website».

Esta será a melhor altura para apostar nas PME?

Resposta: Entendemos que uma empresa que não esteja presente na internet no curto prazo, ficará, seguramente, com o seu futuro comprometido. Rápidamente ficará fora do mercado. A título de exemplo, ainda à não muito tempo, eram poucas as empresas que tinham um equipamento de fax; hoje quem o não tem é considerada uma empresa obsoleta. Este mesmo fenómeno irá (já está!) a acontecer com a internet.

A grande maioria das PME do tecido empresarial português ainda não está na presente na internet, logo existe aqui uma oportunidade. Tanto que, como sabemos, é em períodos de recessäo económica, que se destacam as ideias vencedoras, como acreditamos que é o Portal D2D. O conceito de proactividade será uma das grandes novidades que vamos trazer ao universo das PME. Hoje em dia, a proactividade na oferta de serviços deste tipo acontece apenas com as grandes empresas. Apenas as grandes empresas recebem a visita de consultores de Internet. Nós vamos fazê-lo para todas as restantes. Vamos levar o mundo da Internet à loja de pronto a vestir, à sapataria, ao restaurante, ao escritório de contabilidade…

O core business do D2D acrescenta algo de novo ao mercado português das infocomunicações?

Resposta: Sem dúvida. Desde já, porque promove e incentiva o conceito de sociedade de informação, uma vez que pretendemos levar soluçöes de Internet a todas as PME portuguesas. Distinguimo-nos também através de produtos e ferramentas simples, costumizadas e acessíveis à mais pequena das PME, mesmo as que näo disponham de conhecimentos específicos em informática ou internet.

Tudo será efectuado da forma mais simples e amigável possível. Este é um grande desafio para as centenas de comerciais do grupo BF, e o contacto diário destes com as centenas de PME vai-nos ajudar a vencer, adequando ao máximo a nossa oferta.

O que os distingue de projectos da concorrência?

Apostámos em ter o que de melhor já existe, corrigindo as falhas que detectámos. Começando pelo target que, na nossa opinião, devem ser todas as PME. Apostamos em tornar a internet e a criação de websites acessível a todas as PME. Sem excepçäo. Também pela prática dos melhores preços nos iremos diferenciar do que actualmente está disponível no mercado. Destaco também a simplicidade e facilidade das nossas soluções. Vamos desmistificar o uso da internet.

Por fim, e incomparavelmente uma grande mais valia do grupo B&F: a utilização da sua numerosa força de vendas, factor distintivo e crítico de sucesso de qualquer projecto.

Quais são as principais linhas de estratégia do D2D para 2003?

A nossa estratégia assenta em 3 grandes pilares que passo a destacar:

Uma Empresa, um Website. Como já referido atrás, temos como objectivo colocar todas as PME e os seus negócios on-line. Em segundo lugar, simplificar o complicado. Pela simplicidade, facilidade e acessibilidade das nossas soluções, o empresário apenas necessita de dispör de menos de meia hora para colocar a sua empresa na internet, libertando a quase totalidade do seu tempo para tratar do que é para si mais importante: o seu negócio;

Depois vem o conceito de comunidade, criação e disponibilização de ferramentas, produtos e serviços, promoções, know-how, específicos e dedicados à Comunidade D2D.

Podemos agregar estes 3 pilares num conceito mais alargado de e-Relação tridimensional: o D2D e os membros da comunidade; os membros da comunidade entre eles; e estes com o seus clientes finais.

Que ferramentas vão disponibilizar aos vossos clientes?

A nossa maior aposta visou a criação de um Portal assente no conceito one-stop-shopping para as necessidades de serviços de Internet pelas PME portuguesas. Através deste conceito, «chave na mão», libertamos as PME para a concentração no seu core-business. As soluções que propomos assentam na disponibilização de ferramentas que permitem estar na internet em 20 minutos através de: criação de websites em módulos costumizados (e costumizáveis), alojamento e registo de domínios e em diversas ferramentas de gestäo da relaçäo com os clientes, o CRM – Customer Relashionship Management.

Pensam realizar, eventualmente, mais algum investimento no curto prazo?

O nosso Business Plan para 2003 prevê fecharmos o ano com 3.000 PME na Comunidade D2D. Este objectivo é suportado num investimento estimado de 500.000 Euros, estando o Grupo BF preparado para ampliar estes números em função da receptividade do mercado. De notar que estes números também poderão ser substancialmente alterados em função de contactos já em curso com potenciais parceiros interessados no nosso projecto.


Os vossos objectivos passam também por outros países?

Estando o Grupo BF presente em Portugal, Espanha e América Latina, esse cenário está equacionado e o processo de expansão já está em curso.