2026/09/15

Carlinhos Brown na Aula Magna a 27 de Maio

Depois do sucesso alcançado com “Tribalistas” (ao lado de Arnaldo Antunes e Marisa Monte), Carlinhos Brown vem a Portugal para apresentar o seu novo CD “Carlito Marrón”. No próximo dia 27 de Maio, a Aula Magna recebe pelas 22 horas o cantor brasileiro.

Indiscutivelmente considerado como um dos artistas mais criativos dentro da nova geração de músicos brasileiros, Carlinhos Brown está ligado às últimas tendências contemporâneas e o seu mérito fundamental tem sido o de conseguir uma total integração entre os ritmos afro-brasileiros e a música pop.

Em “Carlito Marrón”, este mago dos sons recorre a algumas de entre as muitas vias musicais já utilizadas, desta vez privilegiando a veia latina.

Como diz, “Carlito Marrón é um processo de relatinização (nova latinização). Este processo que vem do coração não está investigado nos livros, não está estudado, é um processo oral, é tudo o que aprendi com meus vizinhos, com meus amigos, escutando a música do mundo inteiro e, principalmente, dentro de minha família”.

Com uma banda de peso, Carlinhos faz-se acompanhar por Juninho Costa (guitarras), Toni Duarte (baixo), Yaniel Perez (piano e vibrafone), Mikael Mutti (guitarra acústica e teclados), Léo Bit Bit, Bogan Costa, Marquinhos e Elber (percussões).

Loureiro dos Santos defende solução mista para o Iraque

A decisão tomada pelo Governo de enviar um contigente de forças da GNR para o Iraque, provocou o descontentamento nalguns sectores do ramo do Exército. Loureiro dos Santos disse ao SEMANÁRIO que “uma
solução mista, composta por forças militares e forças da GNR, é a melhor opção».No seio da GNR, a grande preocupação é os contornos da missão no Iraque que o Governo ainda não divulgou.

O envio de um contigente de 120 homens da Guarda Nacional Republicana para o Iraque, está a gerar alguma celeuma em alguns sectores do Exército.

Fontes militares revelaram ao SEMANÁRIO que a missão atribuída pelo Governo à GNR, para a estabilização da segurança no teatro de operações do Iraque, “é uma missão claramente para as Forças Armadas e não para a GNR”, precisou.

Segundo a mesma fonte, o facto de outros países como a Dinamarca e a Espanha terem enviado forças militares em vez de policiais, demonstra a instabilidade ainda vivida no Iraque.

Esta fonte militar considera que nesta fase de alguma projecção de forças e de uma forte política externa, não é indicado o envio de forças de segurança interna. ” Estas missões têm associadas componentes de contra-informação e de segurança de informações que normalmente são desempenhadas por efectivos de natureza militar, algo que as forças de segurança não têm nem estão preparadas para tal”, afirmou esta fonte militar.

Contactado pelo SEMANÁRIO, o general Loureiro dos Santos, defende uma solução mista no envio de militares para o Iraque.
Para este general, Portugal devia dar uma contribuição mais forte, dada a natureza do teatro de operações, “eu julgo que aquilo que é mais necessário no Iraque são forças militares, afirmou.

Segundo este especialista em assuntos de militares, ” uma força militar era a mais indicada neste cenário, eventualmente com elementos da GNR e até da Policia de Segurança Pública com algum enquadramento”, assegurou. Na opinião de Loureiro dos Santos, ” o ideal seria o envio de um comando brigada, eventualmente dois batalhões no mínimo, e outras forças de apoio logístico, conforme o CEMGFA já havia dito ser possível enviar”.

Recorde-se que Mendes Cabeçadas disse ser possível o envio imediato de uma companhia de fuzileiros, uma companhia de atiradores mecanizada, mais umas unidades.

Este ex-CEME, entende que caso o Governo não opte por reforçar o contigente de militares para o Iraque, ” isso é um mau sinal para as Forças Armadas, algo que não me admira, pois, não se está a fazer quase nada pelas Forças Armadas, nomeadamente em termos de efectivos”, enfatizou.

O mesmo general, considera que, ” apesar de tudo, foi um sinal positivo e de vontade de participar da parte do Governo, portanto, “eu julgo que o envio de elementos da GNR, foi aquilo que o governo pode fazer”, frisou.

Alpedrinha Pires, presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA), disse ao SEMANÁRIO que a AOFA não se queria pronunciar na questão de envio de tropas para o Iraque.

Este responsável da AOFA revelou no entanto que ” a presença de missões militares no exterior, que se enquadram agora no âmbito do Iraque, está onerar a situação dos militares no activo”.

Alpedrinha Pires acrescentou ainda, “o governo tem em atraso os compromissos de pagamentos das forças no exterior, e isso, tem como consequência o não pagamento atempado por parte do ramo do Exército aos militares no activo no estrangeiro”.

GNR desconhece os moldes da missão

Na próxima semana, o Ministro da Administração Interna, António Figueiredo Lopes, vai ao Parlamento anunciar em que moldes se realizará a missão das forças da GNR que vão actuar no teatro de operações do Iraque. Questões como a segurança dos agentes, o comando da operação, remuneração, entre outras, estão ainda por esclarecer, em particular aos elementos que serão destacados para a missão no Iraque.

Contactado pelo SEMANÁRIO, José Manageiro, presidente da Associação de Profissionais da Guarda(APG), disse que ” sobre a missão em si, a GNR ainda não tem conhecimento sobre a forma e a área que vai intervir, não recebemos até à data qualquer tipo de elementos e informação sobre esta intervenção”, assegurou.

Este responsável da APG revelou ainda que a Associação encarou com alguma preocupação a decisão anunciada pelo Governo, de enviar militares da GNR para ajudar à estabilização do Iraque. ” Estamos preocupados, pois, não sabemos ainda em condições é que as pessoas vão operar e quais as condições em termos de compensação remúneratoria, existem muitas questões que queremos ver esclarecidas” assegurou.

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Comunicaçãopor Francisco Moraes Sarmento

No mundo digital, a gestão do negócio é gerir informação e conteúdos. Este foco impõe que se considere o design e a tecnologia como suportes da comunicação.

Não obstante, estes aspectos são sobrevalorizados no negócio electrónico. Esta última perspectiva obstrui a ergonomia perceptiva da informação e confunde utilizadores e clientes.

A obsessão em apresentar elementos dinâmicos nas páginas prejudica o negócio que essencialmente vive de dois verbos: informar e comunicar. O uso mais comum das tecnologias impõe ao utilizador uma atitude passiva, contraditória às características dos novos hábitos dos consumidores, agora acostumados a assumir um papel activo na cadeia de valor das organizações e, ao mesmo tempo, fazerem valer o exercício da sua liberdade individual.

A perspectiva dinâmica das tecnologias não oferece uma coisa, nem outra. Por si, a tecnologia não garante o sucesso do negócio. A adopção de soluções técnicas tem que atender aos produtos e serviços que se propõem e, neste aspecto, é um importante auxiliar para desenvolver a criatividade das pessoas e a inovação das organizações.

Tratando-se de informação, é decisivo que a tecnologia permita ao utilizador e cliente aceder ao que pretende de forma rápida. Para isso, é preciso segmentar a informação de forma a criar mais valias na comunicação da mensagem. Só a interactividade se traduz em contactos com os clientes, envolvendo-os e apelando para a acção. E pode incrementar resultados para os negócios on-line.

A rapidez, factor determinante para a emergência de qualidade do ponto de vista de quem acede ao negócio on-line, contribui para a satisfação de quem acede ao negócio. Salienta o interesse e a utilidade da informação do ponto de vista do utilizador.

Não nos referimos às questões, mais ou menos conjunturais, da velocidade da linha de acesso, da capacidade dos computadores pessoais, ou outros aspectos que depressa se alteram e melhoram.
O nosso foco é na “rapidez de percepção”, objectivo mais difícil de atingir e para o qual os gestores dos negócios on-line nem sempre estão despertos.

Não basta pensar no outro, neste caso no leitor. É preciso saber que só a frase expressa pensamento; que um problema bem enunciado contém, em si, parte da resolução do problema; ser preciso e conciso; e, por fim, que a palavra tanto nomeia o real como pode matar.

Um dos problemas da introdução das organizações portuguesas na economia digital é o português. È preciso escrever correctamente e, desde há gerações, que a língua pátria vive na clandestinidade.

Adesão da Lituânia à EU merece felicitações de Prodi

A Lituânia é um dos dez novos estados-membro que assinaram o acordo de adesão à União Europeia, no passado mês de Abril. Entretanto, o país foi a votos para saber se este era ou não um objectivo majoritário na comunidade lituana. Os resultados foram mais que positivos, facto que mereceu uns “sinceros e calorosos parabéns” por parte de Romano Prodi.

Ao Presidente da Comissão Europeia ressaltou, principalmente, o expressivo resultado de nove em cada dez cidadãos lituanos se terem mostrado favoráveis em fazer parte da União Europeia. Romano Prodi, realçou a positividade para todos os países na abertura da comunidade a novos membros e acredita que, com este resultado, a Lituânia deu um passo histórico relevante para o futuro desenvolvimento daquele país Báltico.

Francisco Assis rejeita dois pesos e duas medidas

“O PS actuou de forma igual nos casos de Fátima Felgueiras e Paulo Portas”, afirma Francisco Assis, que nega, assim, a existência de dois pesos e duas medidas no seu partido. Em entrevista ao SEMANÁRIO, o líder do PS Porto explica por que razão defende eleições antecipadas para a Câmara de Felgueiras e manifesta-se convicto de que Fátima acabará por se entregar às autoridades. A entrevista extravasa, no entanto, o âmbito do caso Fátima Felgueiras, para se situar, entre outras questões, nas críticas da maioria, designadamente de Santana Lopes, ao discurso de Sampaio.

Assis tem, a este propósito, uma frase lapidar: “Nem Sampaio actua à Eanes, nem Santana Lopes é uma espécie de Sá Carneiro…”

Defende eleições antecipadas para a Câmara de Felgueiras?

Sem dúvida que sim. Porque eu não me pronuncio sobre o processo judicial, por respeito para com o princípio da separação de poderes, que
é um pilar do Estado de Direito democrático, mas não posso ignorar as consequências políticas deste processo e que são evidentes: uma degradação do clima político em Felgueiras, que desprestegia as instituições democráticas e afecta negativamente a confiança dos cidadãos nas mesmas.

Como comenta a prisão preventiva para Fátima Felgueiras?

É uma decisão de âmbito puramente judicial, que não me compete comentar. Coloco-me apenas no plano da apreciação política das consequências deste processo.

Conseguiu fazer vingar o seu ponto de vista, ou seja, a defesa de eleições antecipadas, junto da direcção nacional do PS…

Mantive, nas últimas horas, um contacto permanente com a direcção nacional do PS, que decorreu sempre da melhor forma.

E há sintonia entre a direcção do PS Porto e os dirigentes nacionais do PS?

Estou convencido de que há sintonia de posições.

Como disse há pouco, há uma grande degradação da vida política em Felgueiras…

Isso é absolutamente evidente. E este caso tinha repercussão de âmbito nacional. Estou convencido de que estava a prejudicar a credibilidade das instituições democráticas.

E a afectar também a imagem dos políticos?

Com certeza. Sobre isso não tenho dúvidas. Por isso mesmo, é que entendi tomar uma posição clarificadora.

E moralizadora…

Tenho sempre algum cuidado em utilizar as categorias morais na apreciação das questões políticas. Não gosto de um discurso hipocritamente pseudomoralizante. Coloco esta questão no plano político. E foi nesse plano que a tratei.

O PS, como partido, no seu todo, estava também a ser prejudicado?

Mais importante que os benefícios ou prejuízos que o PS poderia ter, era a imagem geral das instituições democráticas que estava a ser afectada.

Acha que Fátima Felgueiras agiu sempre bem ao longo deste processo?

Não quero fazer nenhuma consideração sobre isso.

À hora a que escrevo, a Judiciária ainda não tinha detido Fátima Felgueiras. Esta estava algures em parte incerta…

Estou convencido de que a drª. Fátima Felgueiras se vai entregar às autoridades e vai aguardar pelas conclusões deste processo.

A maioria PSD/PP está a dar um exemplo que o PS poderia ter dado e não deu. Não está a utilizar um processo em curso, para fazer baixa política, como o PS fez com Portas…

Quem está aqui a ter um comportamento ético irrepreensível é o PS. Não é a maioria…

Mas percebeu a minha pergunta…

Percebi. E não é por acaso que a maioria se está a comportar dessa maneira.

Será por reconhecer que a atitude do PS é irrepreensível? É isso que quer dizer?

Não. A maioria não está à-vontade para tratar estes assuntos, precisamente porque não adoptou posições tão correctas como aquela que nós estamos agora a adoptar.

Mas a maioria poderia, à semelhança do que o PS fez com Paulo Portas, tentar extrair dividendos políticos deste caso Fátima Felgueiras, e não o tem feito…

Veja: o PS, no caso Paulo Portas, agiu de modo correcto e ao actuar agora, neste caso, desta forma, estamos a revelar que não temos dois pesos nem duas medidas.

Ou seja, o PS actuou da mesma maneira com Fátima Felgueiras e Paulo Portas…

Exactamente.

Mudando um pouco de assunto: poderá revelar, em linhas gerais, o plano de acção política, elaborado por si, para o PS Porto?

Com certeza. A minha preocupação fundamental é fazer de novo do PS Porto um grande centro promotor de iniciativas políticas aos mais diversos níveis. Nós estamos numa das regiões mais importantes do País e o PS tem que estar activo, tem que agir como um grande partido da oposição, preocupado em apresentar linhas de actuação alternativas, seja no plano nacional, seja no plano local.

Diz-se que, no âmbito cultural, solicitou a colaboração de Manuel Maria Carrilho…

Sim. É verdade. Manuel Maria Carrilho é deputado eleito pelo Porto. Pela acção desenvolvida enquanto ministro da Cultura é uma personalidade particularmente benquista na cidade e na região. E é um homem de notáveis qualidades. Convidei-o para ter uma participação activa na vida política do Porto e ele, generosamente, anuiu a esse convite.

Será para uma Universidade de Verão?

Essa é uma das áreas em que ele poderá dar um contributo imediato. Mas eu desejo que o dr. Carrilho, tal como os outros deputados eleitos pelo círculo do Porto, embora não residentes no distrito, possam participar na vida política distrital. Todos eles são, aliás, figuras de primeiro plano da nossa vida política.

Não receia que o seu plano de acção política seja chumbado pela Comissão Política Distrital, onde pontifica Narciso Miranda?

Não. Não receio nada. Tenho a noção de que no essencial é possível estabelecer um grande consenso no seio da Comissão Política Distrital.

Mas diz-se que as suas relações com Narciso Miranda não são as melhores…

Travamos uma disputa política cerrada, mas não ignoramos ambos que temos obrigação de nos entender nas questões essenciais.

Vai apoiar Nuno Cardoso, em detrimento de José Luís Catarino, nas eleições para a concelhia do PS no Porto, que se realizam este mês?

Não faço nem farei nenhuma consideração política acerca das eleições para as concelhias do PS no distrito do Porto. A única coisa que quero salientar é que os militantes vão escolher caso a caso os presidentes das respectivas concelhias. Mas não devem entender isso como uma espécie de primárias para escolha de candidatos às câmaras municipais. A seu tempo, trataremos desse assunto.

Tenciona candidatar-se à Câmara do Porto?

Essa candidatura não está no meu horizonte. Neste momento, estou apenas empenhado em desempenhar com eficácia as funções de líder distrital do partido.

Não tem, ainda, candidato para a Câmara do Porto…

Não. Na altura própria, escolheremos os candidatos às câmaras municipais.

“Nem Sampaio é Eanes, nem Santana é Sá Carneiro”

Acha que o PS deverá concorrer sozinho às Câmaras do distrito do Porto ou admite alianças?

No plano pessoal, e para já numa perspectiva puramente teórica, julgo que não deveremos excluir a possibilidade de celebração de alianças eleitorais. Mas, como sabe, a decisão final sobre este assunto compete aos órgãos nacionais do partido, que eu, aliás, integro e onde não deixarei de expressar a minha opinião.

Alianças à esquerda…

Sim, à esquerda. Penso que por contraponto às alianças à direita já existentes, se justificam alianças à esquerda, nos casos em que as concelhias optem por essa solução.

E no plano das legislativas? Admitirá, também, alianças à esquerda por parte do PS?

Aí penso que o PS deve concorrer autonomamente e lutar pela obtenção de uma maioria absoluta.

Entrando nas presidenciais, a recandidatura de Mário Soares ganha cada vez maior consistência…

A questão das presidenciais é uma questão sobre a qual não me pronuncio, por entender que ainda estamos muito longe do momento em que a discussão desse assunto se virá a tornar politicamente relevante.

Mas a recandidatura de Mário Soares parece mesmo já uma evidência…

A especulação sobre as presidenciais corresponde a um tipo de exercício intelectual que, francamente, nas actuais circunstâncias, não desperta o meu entusiasmo.

Se calhar está a dizer isso, porque prefere Guterres a Mário Soares para candidato do PS…

Responder-lhe seria pôr em causa a minha resposta anterior.

A maioria tem assestado as baterias em Sampaio por causa do discurso que o PR fez no 25 de Abril…

É profundamente deplorável a forma como o PSD através do seu putativo candidato presidencial Pedro Santana Lopes se tem vindo a referir ao PR.

Ele disse que Sampaio actua à Eanes…

Nem o dr. Jorge Sampaio actua à Eanes, nem o dr. Santana Lopes é uma espécie de dr. Sá Carneiro…

O FC Porto foi campeão com mérito indiscutível?

Isso parece-me absolutamente evidente.

Há quem veja neste sucesso do FC Porto, uma derrota para Rui Rio?

Eu sou daqueles que gostam de separar com absoluta nitidez o mundo lúdico do futebol das coisas da política.

Então, o dr. Rui Rio tem razão…

Não, de forma alguma. Na medida em que o dr. Rui Rio, pelas piores razões, transformou a sua guerra pessoal com o FC Porto, num assunto politicamente relevante. A seu modo, também ele usa de um populismo primário na abordagem das questões relacionadas com o futebol.

Vai a Sevilha à final da Taça UEFA, ver o FC Porto?

Por razões pessoais, não posso deslocar-me a Sevilha nesse dia, mas assistirei, com certeza, ao jogo na televisão, não deixando de torcer pelo FC Porto.

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