2019/09/21

Comunicaçãopor Francisco Moraes Sarmento

No mundo digital, a gestão do negócio é gerir informação e conteúdos. Este foco impõe que se considere o design e a tecnologia como suportes da comunicação.

Não obstante, estes aspectos são sobrevalorizados no negócio electrónico. Esta última perspectiva obstrui a ergonomia perceptiva da informação e confunde utilizadores e clientes.

A obsessão em apresentar elementos dinâmicos nas páginas prejudica o negócio que essencialmente vive de dois verbos: informar e comunicar. O uso mais comum das tecnologias impõe ao utilizador uma atitude passiva, contraditória às características dos novos hábitos dos consumidores, agora acostumados a assumir um papel activo na cadeia de valor das organizações e, ao mesmo tempo, fazerem valer o exercício da sua liberdade individual.

A perspectiva dinâmica das tecnologias não oferece uma coisa, nem outra. Por si, a tecnologia não garante o sucesso do negócio. A adopção de soluções técnicas tem que atender aos produtos e serviços que se propõem e, neste aspecto, é um importante auxiliar para desenvolver a criatividade das pessoas e a inovação das organizações.

Tratando-se de informação, é decisivo que a tecnologia permita ao utilizador e cliente aceder ao que pretende de forma rápida. Para isso, é preciso segmentar a informação de forma a criar mais valias na comunicação da mensagem. Só a interactividade se traduz em contactos com os clientes, envolvendo-os e apelando para a acção. E pode incrementar resultados para os negócios on-line.

A rapidez, factor determinante para a emergência de qualidade do ponto de vista de quem acede ao negócio on-line, contribui para a satisfação de quem acede ao negócio. Salienta o interesse e a utilidade da informação do ponto de vista do utilizador.

Não nos referimos às questões, mais ou menos conjunturais, da velocidade da linha de acesso, da capacidade dos computadores pessoais, ou outros aspectos que depressa se alteram e melhoram.
O nosso foco é na “rapidez de percepção”, objectivo mais difícil de atingir e para o qual os gestores dos negócios on-line nem sempre estão despertos.

Não basta pensar no outro, neste caso no leitor. É preciso saber que só a frase expressa pensamento; que um problema bem enunciado contém, em si, parte da resolução do problema; ser preciso e conciso; e, por fim, que a palavra tanto nomeia o real como pode matar.

Um dos problemas da introdução das organizações portuguesas na economia digital é o português. È preciso escrever correctamente e, desde há gerações, que a língua pátria vive na clandestinidade.

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