2019/10/22

Santana Lopes pondera presidenciais ou novo partido

Santana Lopes renunciou ao mandato de presidente da Câmara Municipal, depois de ter sido avisado por Miguel Relvas e Matos Correia da contagem dos prazos para a retoma do mandato de deputado no Parlamento.

Enquanto Cavaco Silva se prepara para anunciar no próximo dia 15 de Outubro a sua candidatura presidencial, o antigo primeiro-ministro Santana Lopes pondera a hipótese de lançar a sua candidatura presidencial.
Tendo ontem renunciado ao mandato de presidente da Câmara Municipal, depois de ter sido avisado por Miguel Relvas e Matos Correia da contagem dos prazos para a retoma do mandato de deputado no Parlamento, Santana Lopes, que deverá voltar à advogacia, está em período de reflexão sobre o seu futuro político. A maioria dos seus conselheiros é, contudo, contra a possibilidade de Santana Lopes avançar para uma candidatura, caso Cavaco Silva acabe por efectivar a sua candidatura. Mas do lado de Santana Lopes o facto de Cavaco Silva estar a demorar o arranque da sua candidatura pode ser fatal para o centro e para a direita, como aconteceu, há dez anos, quando Cavaco Silva perdeu contra Jorge Sampaio.
Por outro lado, a possibilidade de directas, já depois do congresso de Março próximo no PSD, pode também estar presente no futuro de Santana Lopes. O antigo primeiro-ministro pode ultrapassar Luís Filipe Menezes, que tem poucas condições para a liderança do PSD e tentar defrontar os cavaquistas ou Marques Mendes em eleições directas. Finalmente, sectores próximos de Santana Lopes admitem que verdadeiramente Santana Lopes deveria agora resguardar-se durante dois nos para depois, eventualmente com Paulo Portas, refundar a direita, criando um novo partido político.

Helena Lopes da Costa
quer Distrital de Lisboa

Depois da ruptura de Helena Lopes da Costa, aliás, já anunciada há meses, por causa da candidatura de Carmona Rodrigues e da expulsão de Isaltino Morais, a crise está instalada na Distrital de Lisboa, cujo presidente pode não chegar ao fim do mandato. Na última assembleia da Distrital de Lisboa, Helena Lopes da Costa, que tem o apoio do núcleo de Algés, já tinha preparado o confronto com António Preto, que acusa de não ouvir a direcção e conduzir individualmente a Distrital de Lisboa.
António Preto, próximo de Ferreira Leite, apesar do processo em curso sobre alegadas irregularidades financeiras, pode avançar com a sua recandidatura em caso de eleições antecipadas, ao mesmo tempo que os barrosistas querem ganhar protagonismo para poderem negociar com os cavaquistas, se a oportunidade se colocar. Morais Sarmento poderia ser um nome com peso a avançar para a Distrital de Lisboa, embora Miguel Relvas tenha tentado uma reaproximação a Santana Lopes, para assegurar o nome de Matos Correia para candidato à liderança da Distrital de Lisboa.
Matos Correia, um dos próximos de Durão Barroso, é deputado e depois das eleições foi trabalhar para o SAG, que conta através dele assegurar que o presidente da Comissão Europeia influencie a Volkswagen no sentido de não vir para Portugal directamente, mantendo a SIVA como importador, renovando a concessão que está a terminar. Matos Correia era, já antes, junto de Durão Barroso, o homem de ligação aos negócios.

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