2026/09/16

400 hectares de campos de milho destruídos em Itália

Cerca de 400 hectares de campos de milho deverão ser destruídos no noroeste da Itália,
após terem sido encontrados vestígios de organismos geneticamente modificados.

A decisão, por parte das autoridades regionais de Piemonte, de destruir quase 400 hectares de campos de milho em Itália está a enfurecer os agricultores desta região.
Após várias análises, os resultados revelaram que duas em cada mil sementes provinham de materiais geneticamente modificados. Entretanto, ainda não foi divulgado se os agricultores, que viram as suas culturas destruídas, irão receber alguma compensação.

China: explosão faz cinco mortos e nove feridos

Uma explosão num mercado da cidade chinesa de Xian (noroeste) fez, esta segunda-feira, cinco mortos e nove feridos.

De acordo com a agência noticiosa Xinhua, a explosão ocorreu por volta das 11h 30m (hora local), hora de maior movimento no mercado, que se situa no centro da antiga capital imperial chinesa. As autoridades chinesas selaram o mercado e foi imposta a lei marcial nas áreas circundantes.
A explosão desta segunda-feira ocorreu no mesmo dia em que a polícia anunciou a explosão de uma bomba, neste sábado, num autocarro que circulava no distrito de Yingjing, que matou duas pessoas e feriu seis

Como vamos financiar o Plano de Investimentos Europeu?por Manuel dos Santos

2003-07-10

Depois da controvérsia lançada pelas desajustadas e inadmissíveis afirmações do presidente em exercicio do Conselho, em Estrasburgo na semana passada, a União Europeia procura agora a imprescindível normalidade.

Semanário
Esta semana foi particularmente concorrida pois correspondeu à apresentação no Parlamento Europeu, por parte dos ministros italianos, dos programas de acção para os próximos 6 meses.

Aguardava-se com particular interesse a reunião do Ministro da Economia e Finanças junto da correspondente comissão parlamentar, porque estava em causa desenvolver e compreender melhor o programa de trabalho da presidência para o importante Conselho de Ministros da Economia e Finanças (ECOFIN).

Recorde-se que, em matéria económica e financeira, a Itália anunciara que pretende combater a situação de estagnação da Europa através de um generoso plano de investimentos em infraestruturas e transportes, propondo-se, de igual modo, reabrir o debate sobre a flexibilidade para a aplicação dos critérios de política fiscal que constam do Programa de Estabilidade e Crescimento.

Foi com elevadas expectativas que se organizou o debate com o Sr. Tremonti na Comissão Parlamentar de Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu.

É incontestável que nos últimos 3 anos a Europa teve um crescimento económico significativamente mais baixo que o seu potencial.

Esta situação coexistiu com políticas fiscais (orçamentais) fortemente controladas pelas regras do PEC (que favoreceram contudo indiscutivelmente a sustentabilidade das finanças públicas) e com uma política monetária do Banco Central Europeu, junto dos países que integram a zona euro (moeda única), que assegurou uma continuada sustentabilidade dos preços.

O nível de inflação atingiu de resto, na Europa e nos últimos anos, o seu nível histórico mais baixo.

Acresce que foi precisamente há 3 anos que se fixou em Lisboa um objectivo extremamente ambicioso ou seja o de promover, no espaço de uma década, a economia europeia à condição de economia com maior crescimento e maior competitividade no Mundo.

Verifica-se, portanto, sem margem para dúvidas que, quer as regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento (responsáveis, apesar do seu recente aligeiramento, por dificuldades enormes no plano do investimento público) quer a natureza da política monetária do Banco Central (excessivamente restritiva e pouco ajustada ao crescimento potencial da economia europeia) sendo necessárias, foram manifestamente insuficientes para promover o desenvolvimento da Europa.

Uma conclusão parece, desde já, possível e incontornável e essa é a de que se para haver crescimento é preciso estabilidade, também é certo que a estabilidade só se mantém e consolida se houver crescimento.

Este é um momento chave para a Europa e para os decisores em matéria de política económica.

Importa restaurar a confiança dos investidores, lançar as bases de um comércio mais activo, desenvolvido e justo e, sobretudo, olhar para o espaço europeu, como um verdadeiro espaço único do ponto de vista económico, reforçando a coordenação dos instrumentos e a harmonização das políticas que se orientem para a oferta de bens e serviços.

Talvez tenha sido isto, de resto, que quis dizer o Sr. Duisenberg (actual Presidente do Banco Central Europeu) que, naquela que pode ser interpretada como a sua intervenção de despedida do cargo que ocupa (será substituído a curto prazo nas suas funções pelo francês Trichet), afirmou que a política monetária já tinha feito o seu trabalho, competindo agora aos Governos a sua (significativa) parte nas responsabilidades pela recuperação.

É, assim, neste quadro, que a Presidência italiana vai lançar uma nova fase na condução da política económica acentuado enfaticamente a prioridade do crescimento.

Nos últimos 10 anos o investimento público na Europa, em infraestruturas e transportes, diminuiu cerca de 0,5% do PIB, passando de 1,5% para 1%. Nos Estados Unidos (a pátria do liberalismo e da iniciativa privada) a percentagem de investimento público manteve-se inalterável e representava cerca de 6% do PIB, em média, na última década.

Existe ainda um grande espaço para a intervenção pública e uma almofada significativa para o apoio ao crescimento económico e ao desenvolvimento.

O objectivo italiano é precisamente esse; mas ao lançar a proposta de um ambicioso Programa de Acção para o Crescimento, mais não faz do que retomar o Plano Delors de 1993 que, infelizmente, os governos europeus não souberam ou não puderam concretizar.

Temos, portanto, de novo, uma proposta para um plano “europeu”, ou seja um plano de investimentos que encara todos os países da União, como um espaço único, que pode contribuir para o crescimento económico de imediato e, sobretudo, traduzirá uma forte e positiva mensagem de confiança junto dos europeus e, nomeadamente, junto dos agentes económicos.

Só que, tal como em 1993, não são claras as condições de financiamento do Plano.

Recentemente a presidência italiana recuou da sua posição de partida e já não fala na possibilidade de propor a aceitação de “regra de ouro” que, como sucede na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, exclui do cálculo do défice, os investimentos públicos. A esperança dirige-se agora para a capacidade do Banco Europeu de Investimentos em alocar os recursos financeiros necessários à concretização do objectivo, ainda que tenha que recorrer aos mercados europeus.

Mas isto não será suficiente, nem se adivinha como podendo ser eficaz, até porque o BEI mantém uma dimensão reduzida para as funções que já exerce e para a ambição que agora se lhe atribui.

Os bons propósitos da Presidência da União correm, pois, o risco de esbarrar na intransigência financeira da Comissão e do Conselho quanto às políticas fiscais dos Estados-membros, conduzindo a uma nova frustração e a um acrescido desalento.

A direcção política europeia tarda a perceber que não se pode ter “chuva no nabal e sol na eira” e que, bem vistas as coisas, o actual Pacto de Estabilidade e Crescimento já está morto e só falta que apareça alguém com força e vontade para lhe fazer o enterro.

Biblioteca Nacional expõe filatelia portuguesa

“Em Torno do Selo Postal Português” é o título da exposição com que a Biblioteca Nacional e o Ministério da Cultura assinalam os 150 anos do surgimento do selo de correio em Portugal. A exposição é inaugurada esta quinta-feira, dia 10 de Julho, pelas 18 horas, e é comissariada pelo historiador João José Alves Dias, presidente da Direcção do Grupo de Amigos do Museu das Comunicações.

Em exibição vão estar as reimpressões dos quatro primeiros selos postais portugueses, que começaram a ser vendidos a 1 de Julho de 1853, com o busto da rainha D. Maria II. Portugal tornava-se assim no 45º Estado a adoptar uma reforma postal concebida à semelhança da que tinha sido implementada 13 anos antes, na Grã Bretanha. Vai ser também apresentada na exposição a mais significativa bibliografia produzida em torno do selo, e das colecções por si motivadas.
Apesar de ter surgido como pagamento de um serviço aios correios, o selo foi assumindo um valor cultural, político e até propagandístico. A par dos selos normais, começaram a aparecer as séries comemorativas, das quais a primeira impressa em Portugal, no ano de 1894, evocou o 5º centenário do nascimento do Infante D. Henrique.
De tudo isto, e muito mais, nos fala a exposição sobre a filatelia portuguesa, que vai estar patente na Biblioteca Nacional de 10 de Julho até 11 de Outubro deste ano.

Celso Fonseca apresenta “Natural”

Após parceria com grandes nomes da música brasileira, Celso Fonseca lança o seu quinto registo a solo, “Natural”. De influências ricas na bossa nova, o guitarrista brasileiro prepara-se para apresentar o seu trabalho em Portugal, entre os próximos dias 5 e 9, no Meco, em Lisboa e no Porto.

Celso Fonseca prepara-se para divulgar em Portugal o seu mais recente registo a solo, “Natural”. Com sonoridades essencialmente ligadas ao jazz e à bossa nova, o conhecido guitarrista brasileiro tem participação assegurada no festival optimus.hype@meco, e show-cases na discoteca Lux em Lisboa, e no Café-Teatro Rivoli no Porto, nos próximos dias 5, 8 e 9, respectivamente. Cedo influenciado pelas sonoridades de Baden Powell foi com apenas 19 que abraçou a música como o sonho de uma vida, seguindo carreira de guitarrista ao lado de Gilberto Gil, com quem ganhou o Brasil e o mundo. Após consagração como “o guitarrista de Gil”, Celso Fonseca tem dado provas da sua extrema flexibilidade como instrumentista, compositor e produtor. A parceria com os maiores mestres da música brasileira tem sido, desde a década de 80, uma constante. Nomes como Chico Buarque, Djavan, Milton Nascimento e Caetano Veloso, entre outros, têm sido essenciais na projecção internacional do guitarrista, que conta já com passagem pela Europa, Estados Unidos e Japão. Com larga experiência na área da composição, inicialmente melódica e posteriormente letrista, Celso tem ainda desenvolvido trabalhos de produção com as cantoras Rosana, Adriana Maciel e Verônica Sabino. A estreita relação com Gil comprova indubitavelmente um dos seus mais recentes galardões, o Grammy de World Music, em 1998, a respeito do álbum “Quanto Live”. O mais recente “Natural” revela a maturidade e a experiência de uma carreira que, não passando apenas pelos malabarismo da guitarra, consagra a destreza da voz de Celso e versões de António Carlos Jobin, como “She´s a Carioca” e Baden Powell, com “Consolação”.