2020/10/20

Líder da Juventude Popular critíca abandono de Manuel Monteiro

Após o anúncio da saída de Manuel Monteiro, ficou a dúvida sobre o futuro do antigo presidente do CDS/PP, em tempos figura notável dentro do Partido. Agora, após a sua saída fala-se na fundação de um novo Partido. Que espaço terá esta nova força política e que objectivos?
Perguntas para as quais O SEMANÁRIO tentou obter resposta junto do líder da Juventude Popular.

Para João Almeida, a saída de Manuel Monteiro “é importante a nível institucional uma vez que se trata de um ex-presidente da Juventude Centrista onde a sua presença teve bastante peso, sendo por isso lamentável esta saída”.

No entender do Líder dos jovens populares “Manuel Monteiro erra ao sair, seguindo um caminho que não o institucional”, comentando “Acaba por fazer aquilo que ele próprio criticou a outros que abandonaram o partido por não concordarem com as opções estratégicas que implantou no partido, nomeadamente o Professor Freitas do Amaral”.

O Líder da JP, considera despropositado este abandono “numa altura em que o CDS/PP conseguiu um objectivo, neste caso a chegada ao poder, não faz qualquer sentido que um antigo líder questione o caminho seguido pelo partido”

Um novo partido de direita ?

João Almeida, mostra-se céptico quanto à fundação de um partido por Manuel Monteiro, “É errado fundar partidos só porque não concordamos com a linha que o partido está a seguir”, questionado sobre se haverá espaço para mais um partido à direita, o Jovem Popular argumentou “Poderá existir um novo partido caso tenha um novo pensamento, e limitando-se a uma ideologia anti-sistémica, anti-europeia e anti-institucional, e se Manuel Monteiro quiser ser o Francisco Louçã da direita, então poderá ter o seu espaço”
João Almeida caracteriza esta acção como sendo uma “intervenção bélica unilateral de Manuel Monteiro contra Paulo Portas”, dizendo ainda “Não há uma guerra pessoal entre ambos, porque o actual Presidente do CDS/PP limita-se a exercer a liderança do partido cumprindo a moção que foi democraticamente aprovada em congresso”.

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