2020/11/30

Comícios de encerramento com Sócrates e Ferreira Leite

Hoje é o último dia da primeira batalha de uma guerra que só terminará em Outubro. E todos os líderes sabem-no e fazem questão em estar com as suas tropas. José Sócrates, Manuela Ferreira Leite, Paulo Portas, Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã vão pedir hoje à noite, uma derradeira vez nestas eleições europeias, o voto que os portugueses vão depositar nas urnas no Domingo.

Hoje é o último dia da primeira batalha de uma guerra que só terminará em Outubro. E todos os líderes sabem-no e fazem questão em estar com as suas tropas. José Sócrates, Manuela Ferreira Leite, Paulo Portas, Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã vão pedir hoje à noite, uma derradeira vez nestas eleições europeias, o voto que os portugueses vão depositar nas urnas no Domingo. Pode ser que o mau tempo ajude e a abstenção não seja a grande vencedora da noite eleitoral…

Amanhã, para 9 milhões e meio de portugueses – pelo menos a fazer fé no que consta nos cadernos eleitorais – é dia de reflexão. Ponderação dos argumentos que os foram ouvindo ao longo das várias semanas de campanha eleitoral, análise dos discursos dos vários cabeças de lista e das suas propostas. Para, no Domingo, os cidadãos colocarem o voto na força política que mais confiam para defender os interesses do País na Europa e defender os interesses da Europa no Mundo.
Mas hoje, dia de encerramento da campanha, ainda é tempo de jogo. E o Partido Socialista e o Partido Social-Democrata, com as sondagens a atribuírem-lhes resultados idênticos, apostam muito no último dia de campanha. O terreno do jogo vai ser Lisboa, a capital política do País, e as “estrelas” da equipa vão ser os respectivos líderes: José Sócrates e Manuela Ferreira Leite.
O PS, hoje à noite, vai ter um comício de encerramento no Centro de Congressos de Lisboa onde, para além do já sempre presente calor, estarão Inês de Medeiros, António Costa, Vital Moreira e José Sócrates. Para, mais um vez – a última deste primeiro acto eleitoral de um ciclo composto por três – dizerem aos portugueses que a nossa direita é “passadista e retrógrada”, que “não podemos entregar o poder a quem dizia ser preciso fechar a democracia por seis meses”, que “o PS terá a primeira vitória de um combate que se prolongará até Outubro”…
No Mercado da Ribeira, com as bandeiras do PSD agitadas por muitos jotas ao fundo, entre cânticos de “ninguém para o Rangel”, o cabeça de lista do PSD às europeias e a líder Manuela Ferreira Leite subirão ao palanque para proferir o último discurso da campanha com a motivação oferecida pelas últimas sondagens que dão social-democratas e socialistas num empate técnico – há mesmo uma sondagem que dá a vitória ao partido laranja.
Os dois líderes sabem que no domingo estará muito mais em jogo do que “apenas” a vitória nas europeias. E, como tal, o empenho é total. Ferreira Leite, acusada de estar algo ausente da caravana que tem acompanhado, num ritmo alucinante, Paulo Rangel por todo o País, vai passar o dia de hoje, de manhã à noite, com o candidato. Já Sócrates, devido às suas responsabilidades como primeiro-ministro, só poderá distribuir beijos e abraços ao lado de Vital Moreira à noite, depois de presidir a uma reunião do Conselho de Ministros e de ser recebido em Belém pelo Presidente da República.
Mas o jogo, no domingo, não vai pôr somente em confronto duas equipas e não vai ser disputado unicamente no centro do terreno. Tanto mais à esquerda como mais à direita há muito em causa. Se o Bloco de Esquerda, num facto de relevância histórica, poderá estar à beira de ultrapassar, pela primeira vez, o Partido Comunista nas urnas (em mais de 35 anos de regime democrata nunca a extrema esquerda ficou à frente do PCP), o CDS necessita de um resultado motivador que lhe confira a vitalidade necessária para abraçar as legislativas sem o espírito de que está ali a salvar a vida – Nuno Melo necessita mesmo de ser eleito.
A caravana do Bloco vai rumar a norte e termina a campanha num comício em Braga, com a presença de Francisco Louçã, Miguel Portas e Rui Tavares. Também a norte vai andar o CDS, com Nuno Melo e Paulo Portas a prometerem animar e encher com muitas bandeiras e panfletos a rua de Santa Catarina, no Porto. A campanha centrista é encerrada com um jantar em Vila Nova de Gaia que, segundo a organização do partido, já teve de ver aumentado o número de mesas e cadeiras para fazer face à crescente mobilização. A CDU, depois de uma arruada nas ruas da Baixa de Lisboa, parte para Setúbal e termina a campanha com um jantar comício que contará com a presença de Jerónimo de Sousa e de Ilda Figueiredo.

A importância do nosso voto europeu

Os deputados do Parlamento Europeu são eleitos de 5 anos em 5 anos por sufrágio universal directo pelos cidadãos de todos os Estados-membros. É a expressão mais democrática da construção europeia, com mais de 374 milhões de cidadãos europeus irem a votos. As grandes tendências políticas existentes nos vários países que compõem a UE estão representadas no Parlamento Europeu.

O Parlamento Europeu, antes da entrada em vigor do Tratado de Lisboa e do aumento das competências que este prevê, assume as funções de co-legislador, dispõe de um poder orçamental e desempenha um papel de controlo democrático sobre as restantes instâncias europeias.
O Parlamento Europeu é um importante e poderoso interveniente no processo de tomada de decisão da União Europeia. A forma como o Parlamento vota a legislação da UE influencia o dia-a-dia de todos os cidadãos, quer se trate da comida que ingere, do custo das compras que faz, da qualidade do ar que respira ou da segurança dos brinquedos dos seus filhos.

Ao votar nas eleições para o PE, decide quem vai influir no seu futuro e no dia-a-dia de cerca de 500 milhões de cidadãos europeus. Os deputados eleitos vão moldar o futuro da Europa nos próximos 5 anos. Como cidadão europeu, votar em eleições para o PE é um direito fundamental e a forma certa de ter uma palavra a dizer sobre o modo como a UE funciona.
Inês de Sousa

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