2020/11/25

Proposta francesa pode adiar intervenção no Iraque

Mantém-se a expectativa face a uma intervenção no Iraque, depois da França ter apresentado uma proposta que pretende dar mais tempo aos inspectores da ONU. Proposta essa, que no caso de ser aprovada, poderá adiar uma nova resolução e, consequentemente, uma guerra contra o regime de Bagdad.

O embaixador norte-americano em Paris, Howard Leach mostrou-se, hoje, muito preocupado com a posição francesa, apesar da Rússia já ter descartado a proposta vinda de Paris, que visa prolongar as inspecções por mais quatro meses. A China continua céptica em relação a uma nova resolução, alertando para a necessidade de envidar todos os esforços diplomáticos para forçar o Iraque a desarmar sem ser necessário o recurso à guerra.

Entretanto, norte-americanos, ingleses e espanhóis tentam obter apoios, porém esta tarefa adivinha-se difícil, depois da Síria, único país árabe com assento no Conselho de Segurança, ter anunciado que irá votar contra a nova resolução. Perante este cenário, a administração Bush aponta baterias ao Paquistão, numa tentativa de obter apoios. Porém, este país encontra-se reticente perante a posição americana, uma vez que é uma nação com um grande número de militantes islâmicos. Na verdade esta situação poderá ser um foco de instabilidade interna, caso o Governo de Musharraf apoie a guerra. Assim sendo, o Paquistão deverá tentar evitar tomar qualquer tipo de decisão, enquanto não for estritamente necessário.

De qualquer forma, os votos cruciais estão nas mãos do Paquistão, Angola, Guiné, Chile e México, sendo este último a maior dor de cabeça para a admnistração americana, razão pela qual o primeiro-ministro espanhol, José Maria Aznar, se deslocou a este país de forma a persuadir os representantes mexicanos a alinharem pela posição americana.

Numa altura em que a frente diplomática está muito activa, Washington anunciou a destruição de uma bateria anti-aérea das forças iraquianas.
Segundo a administração americana, aviões norte-americanos e ingleses que procediam à patrulha da zona de exclusão aérea no sul do iraque, atacaram uma bateria antiáerea perto de Basra a cerca de 400 Km da capital Bagadade, tendo este ataque sido bem sucedido, causando danos na posição iraquiana, sem que tenha sido registada qualquer baixa nos aparelhos anglo-americanos.

Este foi apenas mais um ataque a posições iraquianas. Recorde-se que aviões americanos e ingleses têm atacado baterias de misséis e centros de comunicações das forças de Saddam, preparando o terreno para uma invasão terrestre, facto comprovado pela deslocação para o Golfo Pérsico de 200 mil soldados americanos e ingleses.

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