2020/02/19

Bes avança para a Galp sem Carlyle

O Banco Espírito Santo (BES) vai voltar a concorrer à compra de parte do capital da Galp, se o novo Governo decidir avançar com o processo. Porém, uma coisa é certa: não vai contar com a presença do grupo norte-americano Carlyle.

O presidente da instituição financeira, Ricardo Salgado, admitiu que “o dossier da Galp é muito especial no grupo BES.
Tudo o que tem a haver com a Galp é levado muito a peito e, portanto, a nossa participação foi, é, e provavelmente continuará a ser de interesse”, citou a Infobolsa. O que significa que mesmo sem o anterior parceiro norte-americano que, segundo Ricardo Salgado, «se retirou do processo», é provável “que se volte a constituir um consórcio com os mesmos parceiros nacionais, já que estes querem continuar (na corrida à Galp)”. Quando questionado se este grupo nacional que fazia parte do consórcio Luso-Oil estaria interessado em convidar um novo parceiro internacional, Ricardo Salgado disse apenas que «logo se verá». Refira-se que faziam parte do Luso Oil, para além da Carlyle (que liderava o agrupamento) e do BES, dos portugueses FomentInvest, Amorim, Olinvenste, Fundação Oriente e IP Holding.
Recorde-se ainda que na passada terça-feira o Governo, através do Ministério das Actividades Económicas decidiu manter inalteradas as condições do contrato assinado entre a Parpública e a Petrocer, no âmbito da aquisição por parte deste consórcio, de 40,79% da Galp Energia, adiando assim a resolução do processo para o próximo Executivo que tomar posse no próximo dia 20 de Fevereiro.

Sete querem Lusomundo

José Maria Ricciard confirmou ainda que «a Portugal Telecom tinha decidido convidar alguns grupos a apresentarem propostas ate ao dia 31, e foram sete os que entregaram. Estes grupos estão agora a ter acesso ao data room da empresa para que se quiserem entregar propostas firmes, que o possam fazer até ao dia 14 de Fevereiro”, refere a mesma fonte. Recorde-se que, segundo o Jornal de Negócios de quarta-feira, as sete propostas avançadas pertencem à Media Capital, aos espanhóis da Prisa, à Recoletos, ao grupo João Pereira Coutinho com os espanhóis da Vocento, à Cofina , à Joaquim Oliveira e à Sonaecom.

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