2020/11/30

Ausência da distrital marca iniciativa do PSD/Castro Marim

A ausência da presidente do PSD/Algarve marcou o jantar de “ano novo” organizado pela concelhia de Castro Marim, que conseguiu mobilizar mais de 500 militantes, e inúmeros dirigentes de todo o Algarve. Durante o encontro laranja, Marques Mendes comprometeu-se junto de José Estevéns a dar o seu apoio para desbloquear alguns investimentos turísticos para o concelho.

Apesar da grande mobilização que a concelhia social democrata de Castro Marim conseguiu, juntando cerca de 500 pessoas num jantar partidário, numa altura em que não se vislumbram eleições nem qualquer tipo de combates partidários, e que atraiu ainda dirigentes do PSD de Alcoutim a Vila do Bispo, a estrutura liderada por Vítor Madeira teve a mesma falha que a de Albufeira uma semana antes: não conseguiu convencer a presidente da comissão política distrital a estar presente.

Embora em termos oficiais ninguém tenha comentado a falta de comparência de Isabel Soares, o certo é que a sua ausência provocou um “burburinho” na sala, já que os militantes de base ficaram nitidamente descontentes.

Ao que o Algarve Região pode apurar, a líder do PSD/Algarve voltou a “ignorar” as actividades das concelhias, desta vez por compromissos de ordem pessoal inadiáveis, tendo alertado no próprio dia que não iria poder estar presente.

Mas esta não foi a única ausência da noite, visto que o antecessor de Isabel Soares na distrital e actual secretário de estado da Saúde, também não compareceu. No entanto a ausência de Carlos Martins foi justificada publicamente aos militantes presentes no jantar, por motivos de saúde, sendo de destacar, que não foi feita qualquer referência à distrital.

O ministro dos Assuntos Parlamentares que esteve presente na condição de dirigente partidário fez questão em assinalar a presença de uma moldura humana tão significativa na iniciativa. Na opinião de Marques Mendes, “por mais importantes que sejam os dirigentes, no PSD há os notórios e os notáveis.

Os notórios são aqueles que dão mais nas vistas e que aparecem mais nas televisões. Mas os notáveis neste partido, são os militantes e simpatizantes anónimos que não pedem nada ao partido, mas dão tudo por ele, e tudo por Portugal”.

Depois de ouvir as dificuldades que o presidente da autarquia local, José Estevéns, tinha enunciado minutos antes em ver aprovados alguns projectos de empreendimentos turísticos, o membro do governo respondeu ao repto que lhe tinha sido lançado, garantindo que vai utilizar a sua influência.

“Sempre que precisar da minha colaboração ou junto de algum colega de governo, não para fazer favor nenhum, mas para ajudar a resolver problemas de Castro Marim, eu ajudarei com todo o gosto”, disse, já que na sua óptica não faz razão que investimentos turísticos sejam “emperrados”, visto que são estratégicos para que o nosso país se consolide economicamente.

De acordo com José Estevéns, a autarquia está com dificuldades em ver aprovados projectos turísticos que representam grandes investimentos de capital estrangeiro no interior do concelho, por motivos ambientais.

É nesta situação que estão os empreendimentos projectados para Verde Lago, Almada de Ouro e Corte Velho, que na opinião do autarca são “de altíssima qualidade e promovem o ambiente”
Assim sendo, pede responsabilidades aos ambientalistas, visto que “não podemos permitir que defendam coisas que não conhecem”.

São estas dificuldades que o levaram a apelar ao ministro, bem como aos dois deputados do PSD eleitos pelo Algarve, presentes – Patinha Antão e Luís Gomes – para que utilizassem a sua influência, recordando que Castro Marim “não está a pedir ao estado dinheiro, apenas que retire dificuldades aos projectos”.

Na mesma ocasião, o presidente da concelhia social democrata acusou os dirigentes locais do PS de serem “fundamentalistas” e de “quererem transformar Castro Marim numa reserva de índios”.

Tudo porque votaram contra um empreendimento urbanístico, que na óptica de Vítor Madeira, garante a requalificação da Retur.

Mas “os vereadores do PS não só votaram contra, como ainda dando a ideia de gente pouco crescida, pouco madura, foram apresentar queixas à IGAT (Inspecção Geral da Administração do Território) e ao ministro das Cidades e do Ordenamento do Território”.

Aproveitando a realização do jantar de “ano novo”, Vítor Madeira teve ainda tempo para dar a conhecer os novos 20 militantes que entretanto aderiram ao partido, dando cobro a uma promessa feita aquando da sua eleição para líder da concelhia, em que se comprometeu a rejuvenescer e a aumentar a estrutura local do PSD.

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.