2022/08/12

Teste: Hyundai Santa Fé 2.0 CRDI 4WD

O design atractivo, a enorme versatilidade e o prazer que proporciona fazem do Hyundai Santa Fé um carro apaixonante

Desde que chegou ao mercado este SUV da Hyundai conseguiu, por mérito próprio, conquistar admiradores. O Milénio Semanário testou o Santa Fé CRDI 4WD e percebeu o porquê de tantos elogios.
A começar pelo design exterior, capaz de conquistar os mais cépticos nestas coisas das formas esquisitas, o Santa Fé distingue-se pelas suas linhas robustas, especialmente na secção dianteira, onde sobressai o volumoso pára-choques, as grelhas do radiador e a entrada de ar integrada no capot, bem como os grupos ópticos também de grandes dimensões. Um verdadeiro todo-o -terreno pensarão os mais distraídos nestas andanças.
No habitáculo o espaço é igualmente a palavra de ordem. Acolhedor e confortável quanto baste para que se passe algumas horas a conduzi-lo, quase sem se dar por isso, a consola central prima pela simplicidade e bom gosto. Todos os comandos estão facilmente ao alcance do condutor. Mesmo para que os mais irrequietos não se possam queixar, o Santa Fé disponibiliza a regulação em altura da coluna de direcção e do banco do condutor o permite encontrar rapidamente a posição de condução mais adequada. Os acabamentos apresentados são na sua generalidade de boa qualidade, e como equipamento proposto de série, para além do ABS, o Santa Fé 2.0 CRDi 4WD conta ainda com duplo airbag, direcção assistida, fecho centralizado com comando à distância, tecto de abrir eléctrico, faróis de nevoeiro, ar condicionado, alarme e imobilizador electrónico.
Em opção, a Hyundai propõe os airbags laterais, os estofos em pele e o auto-rádio com leitor de CD.

Prestações acima da média

Quanto ao motor desenvolvido em parceria com a Detroit Diesel, O Santa Fé 2.o CRDI 4WD, provou ser capaz de atingir desempenhos acima do que seria de esperar. A velocidade máxima anunciada é de 166 km/h e o consumo misto de 7.6 litros aos cem quilómetros percorridos. Valores que juntamente com o preço, a rondar os seis mil contos, permitem à marca nipónica enfrentar a concorrência com argumentos de peso.

Máxima economia e máximo desempenho

A estreia mundial do original protótipo Opel Eco-Speedster na abertura do Salão Automóvel de Paris deste ano, no próximo dia 28 de Setembro, marca o início da maior ofensiva de motorizações a gasóleo na História da Opel.

A estreia mundial do original protótipo Opel Eco-Speedster na abertura do Salão Automóvel de Paris deste ano, no próximo dia 28 de Setembro, marca o início da maior ofensiva de motorizações a gasóleo na História da Opel. Durante a segunda metade do próximo ano, a marca irá introduzir quatro novíssimos motores turbodiesel na sua gama, com potências que chegarão até aos 177 cv (130 kW). O protótipo Eco-Speedster revela a base de uma dessas opções e surge com uma aerodinâmica melhorada através de um perfil em cunha mais marcado, vias mais largas e uma secção traseira alongada. Com o Eco-Speedster, a Opel demonstra de forma expressiva o potencial de desempenho do futuro motor ECOTEC CDTI de 1,3 litros.

250 km/h de velocidade máxima

Nos testes iniciais, realizados em circuito fechado, este protótipo de 112 cavalos atingiu uma velocidade superior a 250 km/h, tendo registado um consumo de combustível, segundo a norma MVEG, de apenas 2,5 litros de gasóleo aos 100 km.

O Eco-Speedster é baseado no roadster Speedster de motor central, mas possui uma nova carroçaria em fibra de carbono com uma aerodinâmica mais evoluída. Com um coeficiente aerodinâmico significativamente reduzido para 0.20 e um peso ainda mais baixo (total em torno dos 660 kg).

O Eco-Speedster retoma o tema que outro protótipo Opel escreveu na História há 30 anos atrás. Em Junho de 1972, no circuito de testes da marca em Dudenhofen, um Opel GT modificado, equipado com um motor turbodiesel de 2,1 litros de 95 cv, foi notícia de destaque ao quebrar vários recordes mundiais para motores a gasóleo, atingindo uma velocidade máxima de 197,5 km/h. Pouco tempo volvido, com o Rekord 2.1 D, a Opel trazia ao mercado o seu primeiro automóvel de passageiros com motor Diesel.

Quando o recordista GT fez o seu aparecimento, essa foi a primeira vez que o termo “desportivo” se associou ao motor a gasóleo. No início de um novo Século, o Eco-Speedster é prova dos progressos conseguidos nos últimos 30 anos e da evolução fulgurante do motor Diesel para aplicação em automóveis de passageiros.

O protótipo da Opel vem demonstrar que, hoje em dia, a economia de combustível não tem que estar dissociada da dinâmica e do prazer de condução.

O novo Eco-Speedster é o produto de um estudo de engenharia. Neste protótipo de estrada, o destaque vai para o desempenho notável do propulsor especialmente compacto. O novo motor turbodiesel ECOTEC CDTI está dotado de injecção de combustível multi-jet common rail da última geração, quatro válvulas por cilindro e turbina de geometria variável.

A cilindrada é de apenas 1,3 litros. Este motor de quatro cilindros – a primeira unidade completamente nova desenvolvida pela recém-formada joint venture FIAT-GM Powertrain – tem início de produção previsto para 2003 e cumprirá os mais exigentes limites de emissão constantes da norma Euro 4. No Eco-Speedster, este motor tem acoplada uma transmissão manual robotizada Easytronic.

Carl-Peter Forster, Presidente da Adam Opel AG, explica a génese deste protótipo:
“O Eco-Speedster é o símbolo da ofensiva que nos preparamos para lançar no campo dos motores Diesel e demonstra, simultaneamente, a elevada capacidade tecnológica da Opel em matéria de motorizações, arquitectura de chassis e aerodinâmica.

No decorrer dos últimos meses de 2003, vamos apresentar quatro novos motores turbodiesel, produto da mais recente tecnologia, com baixo peso e consumos moderados, abrangendo um leque de potências alargado.”

“Sinto que somos os próximos”

Depois dos tanques israelitas terem invadido as cidades palestinianas de Ramallah, Tulkarem, Belém e Qalquilia, a reocupação de Hebron está iminente, como disse ao SEMANÁRIO, Majdi Dana, o presidente da International Palestinina Youth League.

Na cidade de Hebron a situação degrada-se diariamente, com o cerco feito pelos tanques israelitas. As pessoas não podem deslocar-se e permanecem 24 horas sobre 24 horas frente à televisão para ouvirem as notícias. “As pessoas estão preocupadas, não sabem o que se passa. Não nos podemos movimentar e, por isso, estamos constantemente agarrados à televisão para sabermos das últimas”, disse ao SEMANÁRIO, Majdi Dana, presidente da International Palestinian Youth League, que se encontra retido no escritório da sua organização naquela cidade.

Denunciando a dramática conjuntura que se faz sentir em Hebron, Dana não escondeu o seu desalento e preocupação perante a escassez de alimentos e medicamentos. “É frustrante estar-se aqui preso e sem alimentos”, desabafou. “Estamos perto de ficar sem comida, uma vez que não há movimentos; ninguém entra e sai da cidade”.

Até à altura do contacto telefónico feito pelo SEMANÁRIO (terça-feira), em Hebron as linhas telefónicas ainda estavam operacionais, uma sorte que Ramallah já não partilhava há alguns dias.

Washington poderá retirar tropas da Arábia Saudita e do Sinai

Vários membros do Congresso norte-americano e do Pentágono estão considerar seriamente a hipótese dos Estados Unidos retirarem as suas tropas da Arábia Saudita devido à frustração, daquilo que consideram o fraco apoio do reino Saud na guerra ao terrorismo e das restrições impostas em locais de operações militares americanas.

Vários membros do Congresso norte-americano e do Pentágono estão considerar seriamente a hipótese dos Estados Unidos retirarem as suas tropas da Arábia Saudita devido à frustração, daquilo que consideram o fraco apoio do reino Saud na guerra ao terrorismo e das restrições impostas em locais de operações militares americanas, adiantou o “New York Times” esta semana.

No Pentágono, um crescente número de oficiais estão frustrados pelo facto de terem feito um grande investimento naquela região e agora estarem limitados nas acções de guerra ao terrorismo, nomeadamente contra o Iraque. “Eu penso que talvez tenhamos que encontra um local onde sejamos recebidos de uma forma muito mais aberta”, afirmou o sendor Carl Levin.

Mais certo parece ser a retirada dos soldados norte-americanos que integram a força das Nações Unidas no deserto do Sinai, Egipto, há duas décadas. O secretário da Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld, justificou esta decisão com a necessidade de se reduzirem custos nas missões de “peacekeeping”, uma vez que a guerra ao terrorismo está a canalizar muitos recursos financeiros.

“Eu não acredito que continuaremos a precisar das nossas forças no Sinai”, observou Rumsfeld. “Estamos a trabalhar cuidadosamente com os nossos amigos e aliados em Israel e no Egipto para ver se há alguma forma razoável de reduzirmos modestamente alguns daqueles rapazes que estão no Sinai”.
Cerca de 900 soldados americanos integram a missão “peacekeeping” que inclui 11 nações. Este contingente tem como objectivo patrulhar e operar em checkpoints e postos de observação na zona desmilitarizada ao longo da fronteira entre o Egipto e Israel.

Uma fonte oficial do Conselho de Segurança Nacional (NSC) revelou ao “Los Angeles Times” que a Casa Branca e o Departamento de Estado ainda não tinham sido informados das propostas de Rumsfeld. Por seu lado, um antigo membro NSC, Geoffrey Kemp, qualificou a presença norte-americana no Sinai de “espantosamente importante”.

Kemp, actualmente investigador senior no Centro Nixon para a Paz e Liberdade, acrescentou: “Parece-me óbvio que em tempo de crise no Médio Oriente não é altura para começar a retirar-se forças que desempenham um papel simbólico importante na manutenção de paz entre o Egipto e Israel.”

Americanos decidem ficar na Ásia Central

Os EUA pretendem instalar-se na região por alguns anos, estando a erguer mais bases militares na área e a desenvolver infra-estruturas nesse sentido. George W. Bush parece estar disposto a ficar com um “pé” naquele imenso território, mesmo que isso possa alarmar a Rússia e a China. O Afeganistão transforma-se, assim, numa porta de entrada para a presença americana na Ásia Central.

Os Estados Unidos começam a revelar, aos poucos, os interesses geoestatrégicos que depositam na Ásia Central depois de várias semanas de guerra no Afeganistão. Desde o início da “Liberdade Duradoura” tem-se escrito muito sobre os objectivos menos imediatos de Washington na Ásia Central, já que os mais prementes passavam pela aniquilação da Al Qaeda e dos Taliban e consequentemente pela captura de bin Laden e “companhia”.

A grande dúvida consistia, na altura, em saber se as forças americanas se instalariam em território afegão e nalguns Estados contíguos, apenas por um período de tempo coincidente com a duração das operações militares, ou por outro lado, se veriam o Afeganistão como uma porta de entrada para a imensa região asiática.

As dúvidas começam a esvanecer-se à medida que as operações militares no terreno vão findando. A última opção é, cada vez mais, tida em conta pelo poder em Washington que, de acordo com uma das últimas edições do “New York Times”, citando fontes militares, pretende erguer mais bases militares no Afeganistão e noutros países limítrofes e assegurar uma presença na Ásia Central por vários anos.

Os Estados Unidos e os seus aliados estão a construir uma base aérea no Quirguistão que permitirá acomodar 3 000 homens, aviões e material logístico. Vários engenheiros estão, igualmente, a melhorar vias de comunicação, iluminação, telecomunicações, e alojamentos situados em bases no Uzbequistão e Paquistão, onde as forças americanas estão estacionadas.

As chefias militares norte-americanas estão a trabalhar numa lógica de médio e longo prazo, assegurando a defesa de outros interesses (políticos e estratégicos) para os Estados Unidos. “Ainda há muito para fazer”, disse o Contra-Almirante Craig R. Quigley, porta-voz do Comando Central de Operações dos Estados Unidos, em Tampa, Florida. “Há um grande valor, por exemplo, na construção de aeroportos em localidades diferentes no perímetro do Afeganistão que ao longo do tempo poderão desempenhar variadas funções, como operações de combate, evacuação médica e entrega de assistência humanitária”, acrescentou Quigley.

O poderio norte-americano está definitivamente a instalar-se na Ásia Central: O Pentágono já aprovou um pedido do General Tommy R. Franks, para serem enviados para o norte do Mar Arábico dois porta-aviões no próximo mês de Março; As tropas americanas adoptaram políticas de rotatividade todos os 90 dias até seis meses; os americanos estão a implementar cooperação militar e técnica com os parceiros da região.

Na base aérea aliada, perto do aeroporto internacional de Manas, em Bishkek, capital do Quirguistão, a actividade é intensa, estando a ser construída uma verdadeira “cidade” de tendas, com aquecimento e chão, com capacidade para albergar entre 2000 a 3000 soldados para o próximo mês.
Segundo o vice-secretário de Defesa, Paul D. Wolfowitz, “a função deles (militares) pode ser mais política do que militar”.

George W. Bush pretender colocar um “pé” na Ásia Central, embora tenha criticado duramente o seu predecessor, Bill Clinton, pelo extensivo emprego de tropas americanas em territórios além fronteiras. Esta posição da nova administração da Casa Branca vai de encontro à opinião de muitos analistas que salientam a importância da presença de tropas americanas em redor do Afeganistão. No entanto, estes referem que uma presença militar muito prolongada dos americanos na região pode alarmar a Rússia e a China e provocar o desconforto dos afegãos que querem, agora, desempenhar um papel soberano na condução da sua política externa.

Abu Zubeida, o verdadeiro número dois da Al Qaeda?

Os Estados Unidos estão a encetar todos os esforços na caça ao homem que tem como missão manter as células da Al Qaeda vivas no estrangeiro. As autoridades norte-americanas estão convencidas que este terrorista é palestiniano e é conhecido por Abu Zubeida, sendo o seu verdadeiro nome, Zain Al Abidin Mohammed Husain. Este indivíduo andará na casa dos 30 anos e é o grande contacto de Bin Laden. Mas, ao contrário deste, os movimentos de Husain não são limitados e há quem diga que já está no Paquistão ou noutro país para reactivar novos grupos da Al Qaeda.

Para as autoridades em Washington, Zubeida representa prioridade máxima, especialmente após a morte, em Novembro, de Mohammed Atef. Os especialistas americanos em contra-terrorismo crêem que Zubeida é actualmente o estratega chefe da Al Qaeda. Sabe-se que existem planos para se assegurar uma sucessão de bin Laden, de forma a que a rede terrorista prossiga os seus objectivos.

“Zubeida é o director dos assuntos externos da Al Qaeda”, disse ao “Los Angeles Times” um fonte da administração Bush, que confirmou a intensa caça a este homem. “(…) Depois de bin Laden, haverá alguém que tomará o seu lugar”, referiu a mesma fonte. “Ele (Zubeida) é alguém que nos interessa bastante”. Abu Zubeida é a pessoa responsável de pôr na prática os planos de bin Laden, e esteve implicado directamente nos atentados dos últimos anos, nomeadamente nos ataques às embaixadas americanas em África, em 1998. As autoridades sabem muito pouco sobre Abu Zubeida, acreditando-se apenas que é originário da Faixa de Gaza, desconhecendo-se como caiu nas boas graças de bin Laden.

Busca em Tora Bora chegou ao fim

A busca de Bin Laden nas cavernas das montanhas de Tora Bora devem chegar hoje ao fim, depois das forças especiais norte-americanas e os guerrilheiros afegãos terem patrulhado os últimos dos 48 complexos subterrâneos em busca de documentos, equipamento bélico, e corpos, de acordo com o marine, Major Brad Lowell, porta-voz do quartel de comando em Tampa. “Até agora entramos em 42 cavernas da lista – o que significa que apanhamos tudo o que havia para ser apanhado em termos de informação e destruímos todas as munições que existiam”.


Paquistão deu luz verde ao EUA

O General Tommy Franks, comandante das forças norte-americanas no terreno, disse que Islamabad concordou em deixar as tropas aliadas atravessarem para território paquistanês numa eventual perseguição a Bin Laden.

Esta notícia vem numa boa altura para Washington, uma vez que crescem os receio de que o líder da Al Qaeda e seus tenentes possam ter fugido para o Paquistão. Antes de qualquer incursão, os soldados americanos terão que informar as autoridades de Islamabad, e só depois poderão efectuar as devidas buscas, mas em parceria com os soldados paquistaneses.

Outros palcos de guerra

Somália, Iémen, Filipinas e Indonésia podem ser os próximos cenários da campanha anti-terrorista lançada pelos Estados Unidos. Estes países reúnem, por diferentes razões, as condições para se converterem em refúgios de membros da Al Qaeda, disse Wolfowitz. Para este, a grande dificuldade dos Estados Unidos é estabelecer quem são os aliados da primeira fase da guerra que se poderão transformar em aliados fortes daqui para o futuro e que não levantem grandes problemas.