2019/10/22

Washington poderá retirar tropas da Arábia Saudita e do Sinai

Vários membros do Congresso norte-americano e do Pentágono estão considerar seriamente a hipótese dos Estados Unidos retirarem as suas tropas da Arábia Saudita devido à frustração, daquilo que consideram o fraco apoio do reino Saud na guerra ao terrorismo e das restrições impostas em locais de operações militares americanas.

Vários membros do Congresso norte-americano e do Pentágono estão considerar seriamente a hipótese dos Estados Unidos retirarem as suas tropas da Arábia Saudita devido à frustração, daquilo que consideram o fraco apoio do reino Saud na guerra ao terrorismo e das restrições impostas em locais de operações militares americanas, adiantou o “New York Times” esta semana.

No Pentágono, um crescente número de oficiais estão frustrados pelo facto de terem feito um grande investimento naquela região e agora estarem limitados nas acções de guerra ao terrorismo, nomeadamente contra o Iraque. “Eu penso que talvez tenhamos que encontra um local onde sejamos recebidos de uma forma muito mais aberta”, afirmou o sendor Carl Levin.

Mais certo parece ser a retirada dos soldados norte-americanos que integram a força das Nações Unidas no deserto do Sinai, Egipto, há duas décadas. O secretário da Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld, justificou esta decisão com a necessidade de se reduzirem custos nas missões de “peacekeeping”, uma vez que a guerra ao terrorismo está a canalizar muitos recursos financeiros.

“Eu não acredito que continuaremos a precisar das nossas forças no Sinai”, observou Rumsfeld. “Estamos a trabalhar cuidadosamente com os nossos amigos e aliados em Israel e no Egipto para ver se há alguma forma razoável de reduzirmos modestamente alguns daqueles rapazes que estão no Sinai”.
Cerca de 900 soldados americanos integram a missão “peacekeeping” que inclui 11 nações. Este contingente tem como objectivo patrulhar e operar em checkpoints e postos de observação na zona desmilitarizada ao longo da fronteira entre o Egipto e Israel.

Uma fonte oficial do Conselho de Segurança Nacional (NSC) revelou ao “Los Angeles Times” que a Casa Branca e o Departamento de Estado ainda não tinham sido informados das propostas de Rumsfeld. Por seu lado, um antigo membro NSC, Geoffrey Kemp, qualificou a presença norte-americana no Sinai de “espantosamente importante”.

Kemp, actualmente investigador senior no Centro Nixon para a Paz e Liberdade, acrescentou: “Parece-me óbvio que em tempo de crise no Médio Oriente não é altura para começar a retirar-se forças que desempenham um papel simbólico importante na manutenção de paz entre o Egipto e Israel.”

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