Pequenos bancos sem “funding” poderão entrar em colapso

Crise chega à banca portuguesa
A economia parou. Não há liquidez no sistema, os bancos estão sem liquidez e a venda de activos é lenta. Por outro lado, não há poupança para substituir o endividamento externo dos bancos nacionais. E a banca praticamente depende da liquidez cedida pelo banco central, que este ano é 23 vezes superior à do ano passado.

A economia parou. Não há liquidez no sistema, os bancos estão sem liquidez e a venda de activos é lenta. Por outro lado, não há poupança para substituir o endividamento externo dos bancos nacionais. E a banca praticamente depende da liquidez cedida pelo banco central, que este ano é 23 vezes superior à do ano passado. Mas as condições de crédito do banco central estão a agravar-se e, em face da rigidez do crédito concedido, os pequenos bancos estão a ficar em grande dificuldade, sendo previsível que em Portugal se repitam as cenas que se viram em Londres, com o Northern Rock, caso o Banco de Portugal e o tesouro não intervenham.
Em toda a Europa a situação está a agravar-se, contaminada pelo exemplo americano. Mas o Banco Central Europeu já advertiu que não vai fazer gestão dos activos bancários – competência dos gestores dos bancos – pelo que será impossível uma situação de compra generalizada dos maus créditos.
Para já, a administração do BCE não quer sequer equacionar a possibilidade de um plano parecido com os dos americanos, até porque essa competência cai fora das suas atribuições estatutárias.
Por outro lado, os mais críticos do pacote americano consideram que ele apenas está a adiar o problema. Por um lado, os bancos vendem activos abaixo do preço pelo que vão depois precisar de capital novo e, neste particular, ou são os fundos soberanos árabes ou os bancos chineses a comprar, ou a situação volta a degradar-se e, por outro, os valores envolvidos estão longe de resolver em definitivo os buracos criados pela desvalorização dos activos imobiliários e das acções em carteira.
Relativamente a Portugal, Ricardo Salgado mostrou-se, no início da semana, muito cauteloso na reunião de accionistas da Financial Holding no Luxemburgo, dando, contudo, sinais que o País está a parar e que os bancos não vão continuar a ter os mesmos lucros. Pior ainda, a situação pode prolongar-se porque os activos não descem e nestas alturas quem tem liquidez preserva-a. É, aliás, essa a grande lição dada por Warren Buffett no negócio da Berkshire, ao meter 5 biliões em opções de acções com uma remuneração acima do mercado na Goldman Sachs.
Com efeito, a Berkshire Hathaway, empresa de investimentos do bilionário Warren Buffett, vai aplicar US$ 5 bilhões no banco Goldman Sachs. A instituição, que, no domingo, recebeu a aprovação da Federal Reserve (Fed, o banco central americano) para ser holding financeira (antes era apenas banco de investimento), é uma das que mais vêm sofrendo pressão dos investidores na Bolsa de Nova Iorque. Os seus papéis já perderam mais de 40% nos últimos 12 meses, encerrados ontem. Além do aporte de Buffett, o Goldman pretende captar US$ 2,5 bilhões com a emissão de novas acções. O Berkshire Hathaway vai receber acções preferenciais (PN) perpétuas do Goldman Sachs em troca do seu investimento. As acções preferenciais perpétuas vão pagar um dividendo de 10% e poderão ser resgatadas a qualquer momento, com um prémio de 10%. A empresa de Buffet também terá direito de comprar outros US$ 5 bilhões em acções ordinárias (ON), com um preço de exercício de US$ 115,00 cada. A Berkshire poderá exercer aquele direito em qualquer momento ao longo de cinco anos, segundo o Goldman Sachs. Buffett classificou o Goldman como um banco “sem rivais” globalmente. “É uma instituição excepcional.” E, passou recentemente a banco comercial, podendo captar fundos directamente. Por outro lado, o grande negócio destes ex-bancos de investimento vai passar a ser a reestruturação dos passivos e o deleverage dos balanços dos grandes grupos e bancos.
Em Portugal esta pode ser a galinha dos ovos de ouro do BPI, do BES e da Caixa Investimento, começando por reestruturar os balanços das suas operações comerciais.

Taxas Euribor batem novos recordes

É neste contexto que as taxas do mercado monetário interbancário europeu renovaram esta semana máximos históricos, numa altura em que os mercados continuam na expectativa em relação ao plano do Governo norte-americano, no valor de 700 mil milhões de dólares (477 mil milhões de euros), para travar a actual crise financeira.
As taxas Euribor, utilizadas no cálculo dos juros do crédito à habitação, têm vindo a mostrar uma tendência de subida, desde o início da crise do mercado do crédito de alto risco norte-americano (“subprime”), em Agosto do ano passado, mas agravaram-se com o colapso do banco de investimento Lehman Brothers, assim como com a venda de outros gigantes financeiros como o Merrill Lynch e o HBOS, e também com a nacionalização de urgência da seguradora American International Group (AIG).
Note-se que o acentuar da crise de liquidez que se vive actualmente, tem feito com que os bancos receiem conceder empréstimos entre si, o que tem provocado um aumento significativo nos pedidos de empréstimos efectuados ao Banco Central Europeu (BCE).

“Toda a nossa economia está em risco” – George W. Bush

O dramatismo da situação está bem patente na intervenção pública do Presidente americano, vista por uns como uma tentativa de segurar o seu candidato, mas entendida nas sondagens como a capitulação dos republicanos diante Obama, tendo em vista salvar o sistema financeiro e os bancos de Nova Iorque.
Com efeito, George W. Bush, que ontem se reuniu com Obama e McCain e com os lideres do Congresso, assegurando assim a passagem do seu pacote de medidas de emergência, fez na quarta-feira uma dramática comunicação televisiva sobre a actual crise financeira, afirmando que toda a economia norte-americana “está em risco” e apelou a um consenso bipartidário para a solução.
“Toda a nossa economia está em risco”, disse o Presidente dos EUA, considerando que “o mercado não está a funcionar correctamente”.
Por seu lado, o presidente da Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos, Ben Bernanke, dramatizou no mesmo sentido, afirmando que os Estados Unidos enfrentam “graves ameaças” à estabilidade do seu sector financeiro, tendo alertado que a crise de crédito já começou a afectar o consumo das famílias e o investimento das empresas.
Em declarações ao Comité Económico do Congresso dos EUA, Bernanke disse que “a actividade económica parece ter desacelerado de modo geral”, sendo que “a estabilização do nosso sistema financeiro é uma pré-condição essencial para a recuperação económica”.
O presidente da Fed reiterou ainda o seu apelo ao Congresso para que aprove o plano do secretário do Tesouro, Henry Paulson, que prevê o uso de 700 mil milhões de dólares do dinheiro dos contribuintes para a compra de activos ilíquidos aos bancos, sem que este esteja sujeito a qualquer espécie de supervisão ou responsabilidade judicial pelas decisões que tomar. Bernanke precisou que as recentes pressões financeiras “vão tornar as instituições financeiras ainda mais cautelosas sobre a extensõa do crédito às famílias e às empresas (…). Os riscos negativos para o crescimento permanecem assim como uma preocupação significativa.”

Economia irlandesa entra em recessão

Na Europa a derrapagem também está à vista e só em Portugal é que o governo persiste em garantir que a crise não nos afectará, apesar do próprio Presidente Cavaco Silva já ter alertado para as dificuldades que esperam o País. Com efeito, ontem soube-se que a economia irlandesa entrou em recessão no segundo trimestre do ano, tornando-se, assim, o primeiro país da Zona Euro a entrar em recessão. O mesmo poderá acontecer com a Alemanha e com a Espanha, de acordo com previsões da Comissão Europeia (CE). O mesmo poderá acontecer com a Alemanha e com a Espanha, de acordo com previsões da Comissão Europeia (CE). Mas o resto da Europa e mesmo o resto do mundo deverão seguir o abrandamento.
Após dois trimestres consecutivos de contracção económica, a Irlanda entrou em recessão técnica, definida como dois trimestres consecutivos de contracção do PIB em cadeia. No segundo trimestre, a Irlanda contraiu-se 0,5% face aos primeiros três meses do ano, altura em que já tinha registado uma contracção de 0,3%.
Esta recessão coloca um ponto final em mais de uma década de expansão económica iniciada em meados dos anos 90 e impulsionada pelo sector exportador. Na última década, a economia irlandesa cresceu a uma média 7% ao ano, três vezes a média da Zona Euro.

Alemanha, Espanha e Reino Unido poderão entrar este ano numa recessão técnica

A Irlanda é assim a primeira economia da Zona Euro a entrar em recessão, mas poderá não ser a única. Segundo as últimas previsões da CE, Alemanha, Espanha e Reino Unido poderão entrar este ano numa recessão técnica.
Segundo as previsões intercalares da Comissão Europeia, apresentadas no passado dia 10 de Setembro, depois de ter sofrido um recuo de 0,5% no segundo trimestre, a Alemanha permanecerá em terreno negativo no terceiro (- 0,2%), mas conseguirá, ainda assim, terminar o ano com um crescimento médio de 1,8%, igual ao que Bruxelas previa em Abril.
Já Espanha e Reino Unido entrarão no “vermelho” mais no final do ano – terceiro e quatro trimestres – com contracções do PIB da ordem de 0,1% e 0,3%, no caso espanhol, e de 0,2% nos dois trimestres, no caso britânico.
Esta semana o Bundesbank (autoridade monetária alemã) prevê que este ano os efeitos das turbulências dos mercados financeiros se intensifiquem nos resultados dos bancos alemães.
No seu boletim mensal de Setembro, citado pela Efe, o Bundesbank destaca também que “a fraqueza das bolsas e o baixo número de entradas em bolsa e aquisições de empresas poderá ter efeitos negativos nas provisões e investimentos próprios”.
Ao mesmo tempo, os institutos de crédito alemães poderão beneficiar da força da economia do país, que poderá contribuir para estabilizar as provisões para riscos e as actividades que dependem das taxas de juros, segundo o Bundesbank.

Europa hesita na resposta à crise internacional

Sarkozy quer romper o imobilismo europeu e prepara resposta “digna” à crise. Mas, na Comissão Europeia, não há nenhum movimento favorável. O próprio presidente do BCE veio dizer que o BCE tinha apenas competência em matéria de liquidez e nada mais.
Não! – é a resposta europeia ao repto intervencionista contra a crise, lançado pelos Estados Unidos.
Enquanto do outro lado do Atlântico se debate politicamente um megaplano para salvar o sector financeiro da crise e se convidam outras economias a seguir o caminho, na União Europeia a resposta é pouco mais do que “business as usual”. O Pacto de Estabilidade e Crescimento limita a resposta orçamental de muitos países, a política monetária permanece de olho na inflação e o aperto na regulação prossegue com muita prudência e a passo de caracol. O mercado é global, mas a amplitude da crise na Europa é menor do que nos EUA, lembram ainda os responsáveis europeus.
A atitude discreta da Europa face à crise financeira, que alguns reputam de imobilista, está a irritar o actual presidente em funções do conselho, Nicolas Sarkozy, que, segundo disseram fontes comunitárias ao “Diário Económico”, quer aprovar na próxima cimeira europeia de líderes – em Bruxelas, no dia 17 de Outubro – uma reacção “digna” da Europa à crise.
A iniciativa francesa poderá ficar por um apanhado de todas as medidas nacionais de resposta: juntando as várias reduções de impostos às derrapagens na despesa social, apresentadas num pacote comum. Isto ao lado das propostas de maior regulação dos mercados financeiros (para os bancos e agências de “rating”) que a Comissão se prepara para adoptar no próximo mês. A arquitectura institucional europeia impede qualquer plano mais ambicioso, que encontraria muitos detractores entre os líderes europeus.
Aliás, a Europa continua a ser gerida de acordo com os interesses alemães – tantas vezes errados e perigosos ao longo da história -, que são os principais opositores a um grande plano europeu. Esta semana, mesmo, a Alemanha que rejeitou o repto do secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson. “A Alemanha não precisa de tomar uma medida idêntica à que tomaram os Estados Unidos”, disse, em Berlim, o porta-voz da chancelaria alemã, Ulrich Wilhelm. Paulson havia sido claro: “Vou pedir aos nossos homólogos em todo o mundo para fazerem programas semelhantes para os seus bancos e as suas instituições financeiras, quando isso for oportuno.”
Na reunião das sete economias mais industrializadas do mundo (G7), os restantes países preparavam-se para seguir o exemplo da Alemanha, conforme anunciou o ministro das Finanças, Peer Steinbrück. Ou seja, elogiar o pacote de Paulson, mas descartar qualquer iniciativa de o acompanhar. “É um programa notável, mas a situação nos EUA não pode ser comparada com a dos outros países do G-7, porque é muito mais aguda”, frisou Steinbrück. Bruxelas alinhou pela mesma bitola. O comissário Joaquin Almunia afirmou que “a iniciativa é muito bem-vinda, todos apreciamos o impacto postivo (…) nos mercados. Estou desejoso que esta iniciativa permita recuperar a confiança”. No entanto, na UE “cabe aos governos considerar se podem seguir esta iniciativa, a situação não é a mesma na Europa”.

Melhor regulação é a resposta mais forte

Mas, a nível de regulação pan-europeia, a Comissão Europeia é a única com poder de iniciativa. O comissário Charlie McCreevy sempre demonstrou prurido em endurecer a regulação, mas prepara-se para lançar nas próximas semanas uma directiva para aumentar os requisitos mínimos de capital exigidos aos bancos (prevista para 1 de Outubro) e apertar o cerco de supervisão às agências de “rating”. São os próximos capítulos do roteiro redigido na reunião informal de ministros das Finanças europeus, no Porto, em 2007, após o eclodir da crise. O porta-voz de McCreevy explica que “devem existir regras quando se revelam necessárias e não para se parecer activo”.
Na próxima semana poderão ser anunciadas novas regras de capital para as instituições europeias e o eventual reforço da supervisão. A ideia de criar uma supervisão europeia está em cima da mesa, dando claramente mais poder aos alemães e retirando totalmente a possibilidade dos Estados-membros poderem gerir os seus bancos.

HSBC diz que plano de Paulson não evita um “sério abrandamento” económico

Apesar do plano americano, ninguém acredita que existam situações definitivamente resolvidas. Os estrategas do HSBC Holdings recomendam mesmo aos investidores a venda de acções dos mercados desenvolvidos, porque o plano norte-americano para repor a ordem no mercado financeiro não vai evitar um “sério abrandamento” económico.
Os analistas do maior banco da Europa reduziram a recomendação para as acções de “neutral” para “underweight”, segundo uma nota divulgada pela Bloomberg. E recomendam comprar obrigações do tesouro de longo prazo.
Apesar do plano do secretário do Tesouro norte-americano poder conseguir estabilizar o sistema bancário “parece improvável que consiga prevenir um sério abrandamento pela simples razão que tanto o sistema financeiro como a economia real vão continuar a desalavancagem”, refere a equipa de estrategas liderada por Richard Cookson, de acordo com a Bloomberg.
O problema continua a ser o da solvência do sistema e enquanto os bancos não emprestarem uns aos outros a crise não está resolvida. Por outro lado, a crise financeira está a contaminar a economia real e, nesta altura, os débeis começam a ceder. Problemas de liquidez e eventuais corridas aos depósitos têm que ser acautelados pelas autoridades nas próximas semanas, admite-se no sector financeiro.

Teixeira dos Santos

Medidas para reforço da supervisão dos mercados não são de emergência

O ministro das Finanças recusou ontem atribuir carácter de emergência às medidas para reforçar em Portugal a transparência dos mercados e salientou a capacidade de resistência das instituições nacionais no quadro de crise financeira internacional.

A posição do ministro de Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos, foi assumida no final do Conselho de Ministros, em que anunciou as cinco principais linhas do Governo para reforçar os poderes de supervisão e a transparência dos mercados financeiros.
Apesar de Teixeira dos Santos sublinhar que, no quadro da União Europeia, já estão a ser tomadas medidas com idênticos objectivos para evitar o contágio a partir da crise financeira dos Estados Unidos, referiu que Portugal “pode desde já começar a fazer o seu trabalho”.
“Estas medidas visam prevenir dificuldades que possam surgir. É fundamental assegurar que as nossas instituições financeiras continuam ao serviço da economia portuguesa, gozando de condições de solvabilidade, que assegurem a sua robustez e a sua capacidade de financiar a actividade económica e o esforço produtivo do País”, justificou Teixeira dos Santos.
Interrogado sobre o “timing” para a adopção destas medidas, o titular da pasta da Finanças frisou que as mudanças a introduzir “não serão de curto prazo ou de emergência”.
“Sejamos claros: Portugal não está numa situação de emergência; quem está numa situação de emergência são os Estados Unidos”, vincou.
No entanto, Teixeira dos Santos referiu que a experiência resultante dos episódios ocorridos no último ano permitiu ao Governo concluir que “há áreas em que é essencial reforçar a transparência, a informação e a qualidade da informação”.
“Sabemos que é importante reforçar-se os instrumentos preventivos e dissuasores de algumas práticas de gestão por parte de instituições financeiras, que se encontram agora em dificuldades nos Estados Unidos. Nesse sentido, as medidas a adoptar não são para responder a dificuldades imediatas, mas criar um sistema de futuro melhor preparado para prevenir e enfrentar situações como aquelas que foram originadas nos Estados Unidos”, justificou o membro do Governo.
Em relação ao horizonte temporal para a aplicação destas medidas preventivas em Portugal, Teixeira dos Santos disse apenas que “deverão ser concretizadas tão cedo quanto possível”.
“Queremos que as novas medidas permaneçam. Não serão medidas transitórias”, reforçou.
Na sua intervenção inicial, o ministro de Estado e das Finanças referiu que a crise financeira nos Estados Unidos “prolongou-se no tempo para além do esperado” e considerou importante que as autoridades norte-americanas tomem medidas para ultrapassar o actual quadro de crise.
Neste quadro, que caracterizou como sendo de “turbulência” ao nível internacional, o ministro de Estado e das Finanças considerou que o sistema financeiro português “tem vindo a revelar uma capacidade de resistência”.
“O nosso sistema financeiro confronta-se com as dificuldades desta turbulência financeira que se espalhou um pouco por todo o mundo, designadamente nas condições de financiamento. As taxas de juro têm reflectido estes desenvolvimentos. Mas as instituições financeiras têm sido capazes de enfrentar estas dificuldades e de se ajustarem à nova realidade”, sustentou o ministro de Estado e das Finanças.
Ainda de acordo com o membro do Governo, em Portugal, “as autoridades de regulação e de supervisão têm vindo a acompanhar de forma atenta a evolução do sistema financeiro português e a evolução das instituições que compõem esse sistema, de forma a prevenir eventuais riscos”.
“Confiamos que o nosso sistema financeiro e que as nossas instituições encarregadas da supervisão desse sistema continuam a desempenhar de forma capaz a sua missão num contexto de dificuldades”, frisou o ministro de Estado e das Finanças.
Teixeira dos Santos referiu ainda que, desde o ano passado, durante a presidência portuguesa da UE, que os Estados-membros da União Europeia estão envolvidos num trabalho para o “aperfeiçoamento” dos poderes de regulação e dos instrumentos de supervisão dos mercados financeiros.

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