Coreia do Sul pronta para a guerra

Coreia do Sul afirma que, apesar de defender que o conflito deve ser resolvido por via diplomática, na qual quer desempenhar um importante papel, está pronta para enfrentar a guerra na península. A Coreia do Norte continua a ser intransigente, classificando a oferta americana de negociar em troca do abandono do programa nuclear de “drama enganador”.

A Coreia do Norte e a Coreia do Sul acordaram, ontem, em retomar as conversações de alto nível, no âmbito da procura de uma solução diplomática para a crise nuclear iniciada com o reconhecimento da Coreia do Norte em como abandonou o acordo de não-proliferação de armas nucleares.

O presidente eleito Roh Moo-Hyun defende que a Coreia do Sul deve ter um papel importante na resolução do conflito, tendo dito, ontem, que “uma forma de resolver esta crise é através da via diplomática baseada na cooperação entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos, com a ajuda do Japão, da Rússia e da China”. Apesar das conversações, não se prevê que a Coreia do Sul tenha algum peso sobre a vizinha do norte nesta questão.

Este acordo foi atingido no dia em que Pyongyang recusou a oferta dos Estados Unidos de iniciar negociações em troca do final do programa nuclear norte-coreano – uma sugestão classificada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de “drama enganador com o objectivo de manipular a opinião pública mundial”. Ari Fleisher, porta voz da Casa Branca, por seu lado, reagiu a este comentário, considerando-o uma “afirmação infeliz”.

“A Coreia do Norte tem o hábito de fazer afirmações inflamatórias”, disse, acrescentando que os Estados Unidos pretendem uma península coreana desnuclearizada, mas não desmilitarizada. Para alguns analistas, no entanto, apesar do tom agressivo, o comunicado da Coreia do Norte continha sinais de abertura para com Washington. Aliás, a Coreia insiste que qualquer solução para a crise advirá necessariamente de negociações directas com os Estados Unidos, o que pode ser uma forma de conseguir mais ajuda humanitária ou investimento no país.

Prontos para a guerra

Também ontem, a Coreia do Norte revelou que está preparada para o cenário de guerra na península. O ministro da Defesa, Lee Jun, disse, no parlamento, que “se o problema do programa nuclear não se resolver diplomaticamente e a América atacar a Coreia do Norte, a guerra na península coreana será inevitável. O nosso exército está preparado para o pior cenário”. Simultaneamente, James Kelly, enviado especial norte-americano para a Ásia, afirmou em Pequim que, apesar de achar que o conflito deve ser resolvido pelo diálogo, não espera uma solução a breve trecho.

Kelly, em visita a um dos poucos aliados da Coreia do Norte, disse que “há que comunicar mais, de forma muito, muito clara, para todos concordarmos todos com os resultados finais”.

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