2019/12/08

CDS/PP rejeita critica de manobra publicitária

O CDS/PP rejeitou as criticas por parte da oposição, que acusam o governo de estar a fazer um golpe publicitário traves de um encarte que saiu nos jornais . O deputado João Rebelo disse que os partidos da oposição tem “medo que os portugueses descubram onde e como o Orçamento esta a ser utilizado”.

Depois de Bagão Félix ter rejeitado as criticas de manobra publicitária, em relação ao encarte que saiu em alguns jornais de ontem, explicando onde estava a ser aplicado o Orçamento de Estado, foi a vez do CDS/PP responder às criticas da oposição.

Contactado pelo SEMANÁRIO, o deputado do CDS/PP, João Rebelo disse que ” se os partidos da oposição criticam este governo de fazer uma manobra publicitária através de um encarte, e acham que este Orçamento é mau, deviam estar satisfeitos, mas não, pelo contrário, sabem que é um bom orçamento e por isso tem medo que os portugueses saibam o que esta a ser feito com o seu dinheiro”, frisou.

Segundo este deputado, “o PS não se pode esquecer do estado em que deixou o pais quando abandonou o Governo, por isso, é que ainda não apresentaram nenhuma solução alternativa para resolver a situação do défice”, frisou.

Morais Saramento explicou ontem à tarde que o Governo gastou cerca de 100 mil euros para explicar aos portugueses como é utilizado o Orçamento de Estado. Ontem, Bagão Félix explicou ontem aos jornalistas em conferência de Imprensa a notificação para pagamento de dívidas feita à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e à Liga de Clubes, Bagão Félix admitiu que “como ministro das Finanças e como contribuinte que paga os seus impostos” deve sugerir aos clubes que deixem de comprar jogadores para pagar ao Fisco.

“Os portugueses não percebem que os clubes tenham milhões de euros para comprar jogadores em Janeiro próximo e não tenham para pagar as dívidas ao Fisco”, completou o ministro.

O Ministro das Finanças sublinhou que no acordo assinado em 1998 pelo presidente da FPF, que se mantém em funções, e com o presidente da Liga de Clubes, actualmente com mandato suspenso, estava previsto que se as receitas cativadas do Totoloto não fossem suficientes para pagar metade da dívida até ao segundo semestre de 2004, a Liga e a Federação deveriam pagar a diferença.Este é um ponto importante porque “nesta altura toda a gente quer sacudir a água do capote”, acrescentou.

PP nega discurso crítico contra a Banca

O CDS/PP garantiu esta semana que não tem e não terá qualquer discurso de antagonismo face ao sector da banca – isto apesar das críticas que tem dirigido ao meio financeiro. Depois das afirmações do Presidente do Partido, Paulo Portas, que acusou este sector de ter pressionado a Presidência para conseguir a dissolução da Assembleia da República.

Na terça-feira, foi a vez de Bagão Félix vir afirmar que a banca inviabilizou a operação de venda do património, pretendida pelo Estado. “Não há qualquer posição do CDS contra o sector bancário”, assegurou o porta-voz do partido, Guilherme Magalhães, garantindo que o discurso eleitoral dos populares não passara por essa questão – ate porque o CDS quer fazer uma campanha pela positiva.

Quanto às declarações de Portas e Bagão, o porta-voz dos democratas-cristãos minimiza: O líder do CDS limitou-se a mostrar desagradado em relação ao comportamento do presidente da Associação Portuguesa de Bancos, João Salgueiro.

Segundo este porta-voz, ” o que o ministro das Finanças fez foi afirmar que a dissolução da Assembleia da República e, consequentemente, do Governo, lhes dificultou a acção. Em resposta às críticas da esquerda à operação de cedência de património -chumbado por Bruxelas- , António Pires de Lima, Vice-presidente do CDS, afirmou estar estranhar estas declarações.

A esquerda sempre desvalorizou o cumprimento do Pacto de Estabilidade e Crescimento e agora vem atacar o Governo por défice, sem receitas extraordinárias, se situar acima dos três por cento. Pires de Lima afirmou-se ainda solidário com Bagão Félix, sustentado que a “incerteza política” provocada pela dissolução da Assembleia “prejudicou a solução que o Governo tinha previsto”.

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