Bloco defende reintegração de Hospitais SA no serviço público

“Bloco nunca aprovará orçamentos ou leis com as quais não concorde”

O Bloco de Esquerda apresentou, no último fim-de-semana, os cabeças de lista pelos diversos distritos às eleições legislativas de 20 de Fevereiro e as medidas a apresentar no início da próxima legislatura.

O Bloco dá por adquirida a vitória do PS nas urnas e, por consequência, a formação de um Governo liderado por José Sócrates. Contudo, o BE pretende desmarcar-se do PS.

O dirigente e cabeça de lista pelo círculo de Setúbal, Fernando Rosas, disse que “o BE não participará em nenhum Governo do PS nem tem qualquer compromisso com o PS”. Salvaguardando, no entanto, que a postura do Bloco não será de inviabilizar um executivo socialista, pois isso “seria trair a lógica das urnas”.

Rosas acabou por justificar o porquê desta posição de não impedir a formação de um Governo socialista. Segundo o dirigente, o Bloco não deseja que o poder “seja tomado outra vez pela direita”, pois uma atitude inviabilizadora poderia proporcionar o regresso da direita ao poder.

Face às notícias veiculadas, de existência de um acordo entre o BE e o PS, o BE reiterou, novamente, que os próximos deputados “não participarão num governo PS nem com ele farão acordos pós-eleitorais”. Deixando também clara a sua posição em matéria orçamental: “o Bloco nunca aprovará orçamentos ou leis com as quais não concorde.”

O Bloco apresentou as suas bandeiras eleitorais, que serão as medidas a apresentar na nova legislatura: revogar o Código Laboral, legalizar o aborto, retirar a GNR do Iraque, reintegrar os Hospitais SA no sector público administrativo, levantar sigilo bancário para combater a fraude e evasão fiscais, legalizar imigrantes, e, renegociar o Pacto de Estabilidade e Crescimento.

Renovadores comunistas integram listas do BE

Como já era previsto, Francisco Louçã é o cabeça de lista por Lisboa e João Teixeira Lopes pelo Porto. A acompanhar Louçã nos lugares cimeiros pelo círculo da capital estão Luís Fazenda e Ana Drago. Uma das surpresas das listas provém da colocação da deputada Joana Amaral Dias, que é a número um por Santarém. O antigo militante comunista, o reputado historiador e arqueólogo Cláudio Torres, será o candidato por Beja. O candidato do BE, nas últimas autárquicas à Câmara de Beja, Abel Ribeiro, assume a lista de Évora.

Membros da Renovação Comunista (RC), tal como já tinha sucedido nas eleições europeias, integram as listas do Bloco como independentes. João Semedo, número três na lista do Porto, e Adelino Granja, o advogado de “Joel” do caso Casa Pia, pelo círculo de Leiria, são dois dos oito a dez militantes da RC que fazem parte das listas do Bloco.

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