2020/11/30

EzSpecial ao SEMANÁRIO

“Há dois anos ninguém queria saber de nós”
Ricardo Azevedo, conta a história da banda que fundou e da qual é vocalista.

Em apenas dois anos ergueram-se, das ingénuas emoções causadas nos pequenos palcos improvisados de Sta. Maria da Feira, passaram para as faixas, produzidas por Saul Davies e Quico Serrano, e caminham agora nas trilhas do top dos mais vendidos álbuns da música portuguesa. EaZy, ou nem por isso, mas com certeza Special.

Os coloridos ritmos da pop britânica extraídos directamente das décadas de oitenta e noventa, marcam o compasso e perfumam as sonoridades exibidas, influenciando cada uma das onze faixas do álbum “In n´out”, o primeiro deste agrupamento emergente no meio musical nacional.
Depois de alguns projectos anteriores bafejados “pela ausência de sucesso”, Ricardo Azevedo não deixa de assinalar que “os EzSpecial contam apenas dois anos de história… o nosso percurso?! Começámos a actuar em bares, mas não de forma mediática, pois há dois anos ninguém queria saber de nós” exclama.
“Daisy”, é o nome de baptismo do primeiro tema seleccionado para constar das playlists das emissoras de rádio, algo que concedeu substância à vontade de um dia alcançar notoriedade musical, “as rádios pegaram neste tema, as coisas começaram a acontecer, começámos a ter concertos em agenda, atraímos as atenções e o resultado palpável é o lançamento deste disco”.
O fundador dos EzSpecial alerta contudo, para as dificuldades que surgirão ao caminho de todos aqueles que também sofrem dessa insofismável paixão pela arte de criar sonoridades “trabalhámos muito, em casa e nos ensaios, demos imensos concertos. Não foi fácil chegar até aqui”.
No entanto a falta de apoios é motivo pelo qual não apresentam queixas, nomeadamente no que a ajudas da autarquia de Sta. Maria da Feira diz respeito, “a Câmara sempre nos ajudou na medida das suas possibilidades e estamos muito gratos por tal facto”, assevera.
O jovem vocalista acaba também por desvelar o principal motivo que o transporta à composição musical das suas letras num idioma que não o português, “sempre ouvi mais música inglesa, mas não tendo qualquer preconceito em relação à nossa língua, sinto-me mais livre quando canto aquilo que vem de dentro de mim, em Inglês”, acrescentando sentir-se “triste por saber que conceituados artistas nacionais têm o preconceito de pensar que a música feita por portugueses que a interpretam noutra língua não deve ser reconhecida”, concluindo, “tenho o direito de cantar como me apetecer”.
Descrevendo a sua pessoal visão referente à indústria musical lusa, Ricardo Azevedo classifica o mercado como ” um meio difícil, o que se confirma pelo facto de existirem poucos artistas nacionais que vendam muito”.
Concertos em agenda, “são alguns… temos aliás duas actuações previstas já para amanhã (Sábado, 29 de Março), em Palmela, e no Porto, onde participaremos na festa da rádio Nova Era, para além de estarmos propostos para o prémio de melhor banda estreia do ano”.

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