2019/12/05

Blair em Madrid dá guerra como certa

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, esteve na quinta-feira reunido com o seu homólogo espanhol, José Maria Aznar, num encontro no qual a questão do Iraque esteve presente do princípio ao fim. O chefe do Governo inglês acredita que o desarmamento de Saddam tem que ser feito, nem que seja através da guerra.

O primeiro ministro britânico, Tony Blair, afirmou na, quinta feira, que o desarmamento do Iraque é inevitável e que as opções de que Saddam Hussein dispõe são sair a bem ou a mal. Estas declarações foram proferidas em Madrid, a caminho de Washington, onde irá manter conversações com George W. Bush.

“Se o processo de desarmamento não acontecer através dos inspectores da ONU, então terá que acontecer, com toda a autoridade e consentimento da ONU, através da força, pois esta é a única alternativa a uma acção de inspecção falhada”, disse Blair, depois da reunião com o primeiro ministro espanhol, José Maria Aznar.

As inspecções começaram há cerca de dois meses mas os peritos da ONU não conseguiram, ainda, encontrar provas concretas da existência de armas proibidas pelas resolução aprovadas pelas Nações Unidas após a Guerra do golfo, em 1991. Blair disse, ainda, que não acredita que algum dos membros permanentes do Conselho de Segurança — numa alusão clara à França, à Rússia e à China — faça o que chamou de “uso pouco razoável do seu poder de veto”.

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