2026/04/09

António Chainho e Marta Dias ao vivo em Monsanto

No âmbito das Festas da Cidade de Lisboa, o mestre António Chainho e a cantora Marta Dias vão subir ao Palco do Miradouro dos Montes Claros, em Monsanto, no dia 20 de Junho, para apresentarem alguns dos temas do seu mais recente trabalho, “Ao vivo no CCB”. O concerto está marcado para as 22h e a entrada é livre.

Ainda antes do final do mês, os músicos partem rumo à Europa. Estando já confirmadas as datas de 29 Junho em Monte San Giusto (Itália), 18 e 19 Julho no Festival De Jimena De La Frontera, Cadiz (Espanha) e 21 Julho em Património, Córsega (França).

Depois do Verão, António Chainho e Marta Dias (acompanhados por Eduardo Miranda e Toniko Goulart), regressarão aos palcos portugueses, para uma digressão onde temas como “Fado Tão Bom”, “Conversa das Comadres”, “Fadinho Simples”, poderão ser ouvidos de norte a sul do país, incluindo os Açores e a Madeira.

Carta do Ministro da Defesa revela intenção de depor

Aparentemente, as respostas e esclarecimentos prestados por escrito por Paulo Portas não foram suficientes para a juíza Manuela Barracosa não chamar o ministro da Defesa a depor.O SEMANÁRIO publica a carta que Paulo Portas escreveu disponibilizando-se para comparecer no Tribunal.

O Ministro de Estado e da Defesa, Paulo Portas foi chamado pelo colectivo de juizes que preside ao julgamento do caso Moderna, para testemunhar presencialmente no Tribunal de Monsanto.

Tal como em anteriores declarações, na quarta-feira, líder do CDS-PP, manifestou à RTP a sua disponibilidade para prestar esclarecimentos adicionais ao tribunal, depois dos dois testemunhos já enviados por escrito a Monsanto.

Essa vontade do Ministro da Defesa foi expressa numa carta dirigida à juíza presidente Manuela Barracosa, escrita em 18 de Setembro de 2002.

O SEMANÁRIO teve acesso a essa carta, a qual descreve a intenção do ministro para comparecer no tribunal. ” Tendo procurado evitar quaisquer comentários, receio não poder manter o silêncio que me tenho imposto, uma vez que o carácter soez das apreciações que vêm sendo feitas não se compadecem com o referido silêncio”.

Paulo Portas prossegue dizendo, ” V. Exa. Ouviu-me por escrito e fá-lo-á quantas vezes considere necessárias. Se, no interesse da justiça, V.Exa. considerar que é útil a minha presença no tribunal, declaro, desde já, dispensar a faculdade de depor por escrito”.

Ao que o SEMANÁRIO apurou, o despacho dirigido a Paulo Portas, chegou quarta-feira à tarde ao gabinete do ministro e, de acordo com a mesma fonte, Portas solicitou já à Assembleia da República e ao Conselho de Estado (para o qual foi eleito pela Assembleia da República) autorização para depor em tribunal.

Fonte do gabinete do ministro da Defesa adiantou que o ministro deverá comparecer em Monsanto no próximo dia 9 de Junho, no período da manhã. O despacho – com data de terça-feira e assinado pela juíza presidente Manuela Barracosa – refere que, “face ao teor das respostas e esclarecimentos prestados por escrito pela testemunha Paulo Portas e demais prova produzida em julgamento”, torna-se “necessária a presença em audiência” do ministro para “prestar pessoalmente esclarecimentos complementares sobre as questões suscitadas”.

A decisão do colectivo de juízes foi anunciada um dia depois dos advogados do principal arguido, José Braga Gonçalves, terem anunciado a intenção de alterar o rol de testemunhas chamadas a depor, admitindo a possibilidade de incluir nele o nome do ministro.

A disponibilidade do Ministro da Defesa em comparecer no Tribunal voltou a ser reafirmada pelo seu advogado, António Pires de Lima, para quem é normal este procedimento: “O tribunal está a averiguar a verdade dos factos e a indagar circunstâncias”, as quais “nem sempre são traduzíveis por escrito”, pelo que é “legítimo que se peçam esclarecimentos orais”.

António Pires de Lima saudou também o facto de Paulo Portas ter demonstrado disponibilidade para depor. O nome do ministro foi várias vezes citado desde o início do julgamento, em Abril do ano passado, em especial durante o recente testemunho de Braga Gonçalves, onde foram visíveis várias contradições em relação ao testemunho prestado pelo ministro.