2026/09/13

António Chainho e Marta Dias “Ao vivo no CCB”

“AO VIVO NO CCB” é o título do álbum que resultou da gravação dos concertos que o guitarrista António Chainho e a cantora Marta Dias deram, nos dias 28 e 29 de Janeiro, no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém.

Em ambos os concertos, António Chainho passou em revista alguns dos temas mais emblemáticos da sua carreira dos quais são exemplo, “Fadinho Simples”, “Gaivotas ao Amanhecer”, “Guitarra sem Fronteiras”, “Zanga das Comadres”, “Improviso em Mi Menor”, “Rotas Marítimas”, aproveitando também a ocasião para apresentar, em primeira mão, alguns temas novos como “Fado Alegre”, “Fado Tão Bom”, “Encontrei um Fadista”, “Fado Preto” e “Calha Bem”, cujas letras são da autoria de Marta Dias.

Para a realização de ambos os concertos, António Chainho contou ainda com a participação especial de Fernando Alvim (viola), Rão Kyao (flauta, em “Voando Sobre o Alentejo” e “Quase Fado”), Eduardo Miranda (bandolim e viola) e Tuniko Goulart (viola).

Todavia e enquanto o álbum não chega às prateleiras das principais lojas de música, o single de apresentação “Fado Tão Bom” está já disponível no site do guitarrista português.

Bomtempo na alma de Gabriela

A música de câmara é o seu repertório de eleição, pela sua vertente intimista, explanada nos recantos do quarteto “Capela”. Gabriela Canavilhas, pianista, professora, e até radialista, percorre no seu novo álbum “Quintetos com piano” a trilha desenhada por João Domingos Bomtempo nas pautas do século XIX, e acompanhada do SEMANÁRIO viaja pelas suas paixões, as suas origens que lhe moldaram um percurso, por entre a música de hoje e de sempre.

Açoriana enamorada pelo adiado retorno às raízes africanas que lhe foram berço, agradecida pela experiência vivida ao longo de dois anos nos Estados Unidos, hoje professora no Conservatório Nacional de Lisboa e colaboradora da Antena2 no programa “O despertar dos músicos”.
Fiel intérprete do conceito de música de câmara que advém da ideia de um pequeno grupo de instrumentistas funcionando como solistas, num “género de repertórios que exploram a depuração da linguagem e procuram diferentes texturas sonoras”.
O inevitável relacionamento entre as instituições governamentais e o meio cultural Português mereceu referência por parte da pianista “o estado tem a obrigação de criar meios e condições para os artistas se expressarem nas áreas artísticas em que a lógica de mercado não funciona” acrescentando que “não se pode continuar a olhar a cultura como algo que necessita de ser subsidiado totalmente, mas como qualquer coisa com potencialidade para ser lucrativa no balanço económico do país”, concluindo, “o estado deve estar atento às vanguardas, às novas criações e ao estabelecimento e afirmação de novas linguagens”.
Situando a música erudita como tendo “tantas nuances de mercado como qualquer outra”, com o exemplo de um dos seus álbuns “Vocalizos”, totalmente construído com base em obras de compositores contemporâneos Portugueses e que atingiu um substancial número de vendas, situação que encaminha o rumo do seu discurso para o facto das editoras discográficas não apostarem ainda fortemente neste segmento do mercado musical como algo rentável.
A ” pluralização de repertórios apresentados, como se afere do grande êxito alcançado pelos três tenores, que se traduziu numa clara estratégia visando a massificação da venda, vem na sequência de uma lógica de mercado que começa a ser explorada na área da música erudita”.
Gabriela Canavilhas prossegue neste âmbito, mas introspectivamente colocada perante a questão da comercialização da sua própria obra revela “o reconhecimento de um aluno, uma carta de um ouvinte valem mais que os concertos e os discos pois são mera expressão da nossa actividade. O que realmente importa para um artista é tocar em alguém ao longo da sua vida”.
No fecho da conversa Gabriela, amante da música como arte indissociável da cultura que a molda em todas as suas cambiantes, traça para os leitores do SEMANÁRIO um pequeno esboço da sua visão em relação à música Portuguesa, nomeadamente quanto à questão da formação ” onde a qualidade do ensino tem melhorado substancialmente nos últimos anos, situação consubstanciada pelo surgimento de novos instrumentistas”.
Também o fenómeno gerado em torno da denominada música “pimba” mereceu um comentário, ” o ar de superioridade com que músicos credenciados observam este tipo de sonoridade traduz-se por um certo basismo latente, que faz desvanecer a verdadeira e natural essência tradicional de onde provém este tipo de canções”.

Explosões e sirenes marcam início da Guerra

Um “alvo de oportunidade” justificou o estrondo sentido em Bagdade, às 2h35m GMT. Noventa minutos após o fim do prazo para que Saddam Hussein e os seus dois filhos abandonassem o Iraque, os EUA iniciaram os bombardeamentos de precisão. Ás 3h15m o presidente norte-americano falou ao mundo.

O míssil lançado no centro da capital iraquiana visou um alvo onde, alegadamente, estavam reunidos diversos lideres do regime de Saddam. As baterias anti-aéreas iraquianas responderam minutos depois, pintando ligeiramente o céu, embora em muito menor escala do que o verificado na Guerra do Golfo.

O presidente dos Estados Unidos da América, George W. Bush, alertou, em conferência de imprensa, que esta guerra pode ser mais “difícil e demorada do que muitos pensam”. Bush garante que a operação concertada dos EUA com os seus aliados vai “evitar danos colaterais”, ou seja, vitimar muitos cívis.

PS vai estar presente na próxima manifestação contra a guerra

A direcção do Partido Socialista decidiu esta quarta-feira, participar na próxima manifestação contra a guerra, que se irá realizar no primeiro sábado após o início do conflito.

O PS vai associar-se à próxima contra a guerra, e está mesmo preparado para participar caso esta tenha lugar este sábado.
No entanto, esta manifestação está inserida num conjunto de acções promovidas pelo Fórum Social Europeu e só terão lugar a partir do primeiro sábado após o início da guerra contra o Iraque.

JCP organiza debate sobre sexualidade

A Juventude Comunista Portuguesa vai realizar esta quarta-feira, em Setúbal, um debate intitulado “Sexualidade sem medos”.

A Juventude Comunista Portuguesa, organiza esta quarta-feira, em Setúbal, um debate na Escola Profissional das Manteigas, este debate está inserido na campanha “Sexualidade sem medos”, a acção terá lugar pelas dez horas da manhã.