2022/10/01

Os negócios de uma guerra anunciada

A guerra anunciada no Iraque e a emergente crise nuclear da Coreia do Norte criaram um autêntico puzzle sistémico para a administração Bush. Aparentemente seriam duas questões tratadas autonomamente, inseridas nas suas conjunturas regionais e políticas. Até certo ponto este raciocínio é válido, no entanto, existem outros factores a ter em conta na abordagem.

A questão iraquiana, nomeadamente o problema do regime pária de Saddam Hussein, apresenta-se num processo final, que certamente acabará na confrontação bélica, prevista para os próximos meses. Aqui, convém desmistificar a ideia avançada por alguns analistas de que o ataque estará fortemente condicionado pelas questões climatéricas do Golfo, premunindo-se uma acção militar para fins de Janeiro, princípios de Fevereiro.

Há umas semanas o SEMANÁRIO avançava, citando fontes militares americanas ao “The Los Angeles Times”, que o problema das altas temperaturas constituía um vector de ponderação, mas que a guerra poderia ser desencadeada a qualquer altura do ano, mesmo com elevadas marcas nos termómetros.
De qualquer maneira, americanos e ingleses continuam a enviar para a região fortes contingentes, acelerando a mobilização de tropas. No passado fim-de-semano, o secretário da Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld, autorizou o deslocamento de mais 62 mil homens.

Ainda esta semana foram enviados 600 soldados americanos para Israel, para fortalecer as defesa israelitas face a um eventual ataque iraquiano.
Prevê-se que no próximo mês estejam no golfo cerca de 150 mil tropas anglo-americanas. Também o Reino Unido já accionou sua máquina de guerra tendo enviado esta semana para o Golfo Pérsico o porta-aviões HMS Ark Royak, naquela que é a maior mobilização naval britânica desde a guerra das Falklands, em 1982.

A intervenção militar no Iraque desenha-se de dia para dia, e apesar da presença dos inspectores da UNMOVIC no terreno, aplicando a resolução 1441, vislumbra-se cada vez mais a certeza de que “com ou sem ONU, o ataque ao Iraque será inevitável (SEMANÁRIO, 13 de Setembro, de 2002)”. Ou seja, o trabalho a ser desenvolvido por aquele conjunto de técnicos, que terminará prematuramente, na opinião destes, no próximo dia 27, de pouco ou nada servirá para a estratégia da Casa Branca.

Ainda na quarta-feira os Estados Unidos voltaram a afirmar que se fosse necessário avançariam unilateralmente, sem uma segunda resolução do Conselho de Segurança, mesmo que os inspectores não aparecessem com material passível de comprometer Saddam na violação da resolução 1441.

O Presidente George W. Bush tem certamente o seu plano desenvolvido e muito provavelmente alcançará uma dimensão mais vasta, do que aquela perspectiva redutora cujo os objectivos norte-americanos assentam no controlo do petróleo ou na erradicação de um regime desestabilizador da segurança internacional. Na verdade, estas duas questões podem ser facilmente dissecadas, se se tiver em conta movimentações tácticas na diplomacia e política externa norte-americana nos últimos tempos.

Caso a intervenção militar venha ser uma realidade no Iraque, muito dificilmente as empresas norte-americanas tomarão conta do petróleo iraquiano. Este será deixado aos europeus, nomeadamente aos franceses e aos russos – os países que mais interesses têm concretizados naquele país. Além do mais, os Estados Unidos apenas pretendem obter uma estabilidade no fornecimento de petróleo e não propriamente o controlo daquele recurso na região do Golfo.

Neste capítulo, as grandes companhias petrolíferas dos Estados Unidos estão a virar-se para a África Ocidental, nomeadamente Angola, e para a zona do Cáucaso, com o Qazaquistão na mira, e claro está a própria Rússia. A acrescentar a tudo isto existem as vastas reservas norte-americanas, assim como o potencial Alasca.

Quanto à segunda questão, relacionada com a segurança internacional, a administração Bush está ciente de que Bagdad não representará o fim, mas sim o princípio de uma acção mais ampla que poderá muito bem visar o desconcertante regime da Casa de Saud, no qual o príncipe regente, Abdullah, conotado como um anti-americano, tem alimentado clivagens na longa e frutuosa relação entre a Arábia Saudita e os Estados Unidos.

E é talvez nesta lógica que um comentário publicado esta semana no “The Los Angeles Times” referia que os Estados Unidos não deveriam virar as costas ao seu “fiel amigo”. O problema é que um dos pontos de origem do financiamento do terrorismo internacional provém dos milionários sauditas, uma conexão de difícil concretização no caso iraquiano.

Remover Saddam e negociar com a China

A revista “BusinessWeek” afirmava veementemente na semana passada que a Coreia do Norte representava uma ameaça à segurança internacional, no entanto, a estratégia adoptada pelos Estados Unidos face ao regime de Kim Jong Il não tem sido coerente com esta evidência. Se, por um lado, Bush tem-se mostrado implacável perante Saddam Hussein, por outro, tem demonstrado uma atitude bastante flexível com Pyongyang.

Segundo algumas análises, esta postura é explicada por uma estratégia que visa o desenvolvimento norte-americano de uma política externa a longo prazo, que terá inevitavelmente de passar pela China, potência influente no teatro asiático, no qual a Coreia do Norte está a criar problemas. Assim, Washington poderá estar a considerar resolver o problema da Coreia do Norte em Pequim.

Mas com a hipótese de exílio do líder iraquiano em cima da mesa, a Casa Branca poderia ter algo mais a tratar com Pequim. De acordo com algumas teorias da conspiração, Saddam Hussein poderia escolher aquele vasto país como o seu novo santuário para encetar o seu projecto de terrorismo internacional. Obviamente que esta lógica faz apenas sentido, quando se enquadra a China numa perspectiva ofensiva perante o ocidente.

Rui Fernandes: “D2D aposta nas PME”

O D2D é a mais recente aposta na internet em Portugal. Virado totalmente para as PME, este portal disponibiliza a criação e hospedagem de páginas de internet, webmail, ferramentas de CRM – Customer Relationship Management, diversos canais temáticos, e tudo isso a preços extremamente competitivos.

Num mercado extremamente volátil como é o da Internet, o D2D entra já com mais de 100 clientes a uma semana de estar on-line.

Como nasceu a ideia de criar um portal para PME?

Sendo o core business do Grupo BF a venda de produtos e serviços pelo sistema porta-a-porta , nas centenas de portas/PME que contactamos diariamente, constatámos uma lacuna nas ofertas de serviços às PME’s portuguesas: a existência de um produto simples, fácil e acessível para as posicionar on-line, ou seja, estarem presentes na Internet. Nesse sentido, criámos um produto simples e fomos para a rua, iniciando um teste de mercado. Os resultados foram acima das melhores expectativas. Decidimos, então, alargar o conceito, criando novos produtos e dirigirmo-nos a todas as PME’s portuguesas. Criámos, entäo, o portal D2D (www.d2d.pt) bem como a sua missäo: «Uma Empresa, um Website».

Esta será a melhor altura para apostar nas PME?

Resposta: Entendemos que uma empresa que não esteja presente na internet no curto prazo, ficará, seguramente, com o seu futuro comprometido. Rápidamente ficará fora do mercado. A título de exemplo, ainda à não muito tempo, eram poucas as empresas que tinham um equipamento de fax; hoje quem o não tem é considerada uma empresa obsoleta. Este mesmo fenómeno irá (já está!) a acontecer com a internet.

A grande maioria das PME do tecido empresarial português ainda não está na presente na internet, logo existe aqui uma oportunidade. Tanto que, como sabemos, é em períodos de recessäo económica, que se destacam as ideias vencedoras, como acreditamos que é o Portal D2D. O conceito de proactividade será uma das grandes novidades que vamos trazer ao universo das PME. Hoje em dia, a proactividade na oferta de serviços deste tipo acontece apenas com as grandes empresas. Apenas as grandes empresas recebem a visita de consultores de Internet. Nós vamos fazê-lo para todas as restantes. Vamos levar o mundo da Internet à loja de pronto a vestir, à sapataria, ao restaurante, ao escritório de contabilidade…

O core business do D2D acrescenta algo de novo ao mercado português das infocomunicações?

Resposta: Sem dúvida. Desde já, porque promove e incentiva o conceito de sociedade de informação, uma vez que pretendemos levar soluçöes de Internet a todas as PME portuguesas. Distinguimo-nos também através de produtos e ferramentas simples, costumizadas e acessíveis à mais pequena das PME, mesmo as que näo disponham de conhecimentos específicos em informática ou internet.

Tudo será efectuado da forma mais simples e amigável possível. Este é um grande desafio para as centenas de comerciais do grupo BF, e o contacto diário destes com as centenas de PME vai-nos ajudar a vencer, adequando ao máximo a nossa oferta.

O que os distingue de projectos da concorrência?

Apostámos em ter o que de melhor já existe, corrigindo as falhas que detectámos. Começando pelo target que, na nossa opinião, devem ser todas as PME. Apostamos em tornar a internet e a criação de websites acessível a todas as PME. Sem excepçäo. Também pela prática dos melhores preços nos iremos diferenciar do que actualmente está disponível no mercado. Destaco também a simplicidade e facilidade das nossas soluções. Vamos desmistificar o uso da internet.

Por fim, e incomparavelmente uma grande mais valia do grupo B&F: a utilização da sua numerosa força de vendas, factor distintivo e crítico de sucesso de qualquer projecto.

Quais são as principais linhas de estratégia do D2D para 2003?

A nossa estratégia assenta em 3 grandes pilares que passo a destacar:

Uma Empresa, um Website. Como já referido atrás, temos como objectivo colocar todas as PME e os seus negócios on-line. Em segundo lugar, simplificar o complicado. Pela simplicidade, facilidade e acessibilidade das nossas soluções, o empresário apenas necessita de dispör de menos de meia hora para colocar a sua empresa na internet, libertando a quase totalidade do seu tempo para tratar do que é para si mais importante: o seu negócio;

Depois vem o conceito de comunidade, criação e disponibilização de ferramentas, produtos e serviços, promoções, know-how, específicos e dedicados à Comunidade D2D.

Podemos agregar estes 3 pilares num conceito mais alargado de e-Relação tridimensional: o D2D e os membros da comunidade; os membros da comunidade entre eles; e estes com o seus clientes finais.

Que ferramentas vão disponibilizar aos vossos clientes?

A nossa maior aposta visou a criação de um Portal assente no conceito one-stop-shopping para as necessidades de serviços de Internet pelas PME portuguesas. Através deste conceito, «chave na mão», libertamos as PME para a concentração no seu core-business. As soluções que propomos assentam na disponibilização de ferramentas que permitem estar na internet em 20 minutos através de: criação de websites em módulos costumizados (e costumizáveis), alojamento e registo de domínios e em diversas ferramentas de gestäo da relaçäo com os clientes, o CRM – Customer Relashionship Management.

Pensam realizar, eventualmente, mais algum investimento no curto prazo?

O nosso Business Plan para 2003 prevê fecharmos o ano com 3.000 PME na Comunidade D2D. Este objectivo é suportado num investimento estimado de 500.000 Euros, estando o Grupo BF preparado para ampliar estes números em função da receptividade do mercado. De notar que estes números também poderão ser substancialmente alterados em função de contactos já em curso com potenciais parceiros interessados no nosso projecto.


Os vossos objectivos passam também por outros países?

Estando o Grupo BF presente em Portugal, Espanha e América Latina, esse cenário está equacionado e o processo de expansão já está em curso.

Toyota com vendas recorde na Europa

O construtor japonês alcanço um novo recorde de vendas no mercado europeu em 2002

A Toyota comercializou 755,633 veículos na Europa em 2002, o que corresponde a um aumento de 13,7% em relação ao ano anterior, anunciou o construtor japonês em comunicado.

Ferrari apresenta novo modelo

A marca italiana vai apresentar, no Salão de Genebra, uma nova versão do 360 Modena

A estreia mundial do novo 360 Modena, utilizado no troféu Ferrari Challenge e no campeonato FIA GT, está agendada para o Salão de Genebra, que abre as suas portas no próximo mês de Março.
O Challenge Stradale será animado pelo propulsor V8 de 3,586 cc com cinco cálvulas por cilindro, que pontifica nos 360 Modena e 360 Spider.

Movimento renovador prepara novo manifesto

“O movimento que veio para ficar e para vencer”,

A irreparável perda de João Amaral veio despertar o movimento renovador contra a direcção do PCP. Para muitos dos comunistas ligados a este movimento, nem na hora da despedida, João Amaral foi tratado da melhor forma pelo Partido Comunista.

A mulher e irmã do deputado falecido já devolveram os seus cartões de militantes, pois consideram que o PCP não prestou nenhuma homenagem, nem apresentou qualquer condolência à família. A mulher de João Amaral chegou mesmo a acusar a direcção do partido de utilizar a morte do marido para mentir. Contactado pelo MILÉNIO SEMANÁRIO, Edgar Correia, um dos responsáveis pelo movimento de renovação do PCP, começou por dizer que “João Amaral não é substituível”.

Segundo este comunista, “a vida, obra e acção de João Amaral, para aqueles que acreditam e lutam pela mudança do partido, representaram um grande impulso”, salientou. Para Edgar Correia, “esta perda é irreparável mas, ao mesmo tempo, é um impulso que vem dar coragem e resistência para aqueles que lutam pela mudança no partido”, frisou.

Segundo este renovador, “todo o movimento de renovação vai continuar, o que João Amaral começou, todos nós, vamos continuar, a renovação comunista é um movimento que veio para ficar e para vencer”, assegurou. Edgar Correia sublinhou que “o caminho já esta traçado, existem etapas que estavam estabelecidas antes da morte de João Amaral, as quais vamos seguir à detalhadamente”, assegurou. Este renovador revelou que os defensores do movimento de renovação do partido vão apresentar um novo manifesto do movimento comunista para debate.

Para além deste manifesto, Edgar Correia adiantou ainda que “o encontro nacional está previsto para finais de Março, encontro esse que foi marcado ainda em vida de João Amaral, onde vamos concentrar todos os assuntos relativos ao movimento de renovação do partido. Pretendemos abrir novos caminhos”, concluiu.