2022/11/27

Coreia do Sul pronta para a guerra

Coreia do Sul afirma que, apesar de defender que o conflito deve ser resolvido por via diplomática, na qual quer desempenhar um importante papel, está pronta para enfrentar a guerra na península. A Coreia do Norte continua a ser intransigente, classificando a oferta americana de negociar em troca do abandono do programa nuclear de “drama enganador”.

A Coreia do Norte e a Coreia do Sul acordaram, ontem, em retomar as conversações de alto nível, no âmbito da procura de uma solução diplomática para a crise nuclear iniciada com o reconhecimento da Coreia do Norte em como abandonou o acordo de não-proliferação de armas nucleares.

O presidente eleito Roh Moo-Hyun defende que a Coreia do Sul deve ter um papel importante na resolução do conflito, tendo dito, ontem, que “uma forma de resolver esta crise é através da via diplomática baseada na cooperação entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos, com a ajuda do Japão, da Rússia e da China”. Apesar das conversações, não se prevê que a Coreia do Sul tenha algum peso sobre a vizinha do norte nesta questão.

Este acordo foi atingido no dia em que Pyongyang recusou a oferta dos Estados Unidos de iniciar negociações em troca do final do programa nuclear norte-coreano – uma sugestão classificada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de “drama enganador com o objectivo de manipular a opinião pública mundial”. Ari Fleisher, porta voz da Casa Branca, por seu lado, reagiu a este comentário, considerando-o uma “afirmação infeliz”.

“A Coreia do Norte tem o hábito de fazer afirmações inflamatórias”, disse, acrescentando que os Estados Unidos pretendem uma península coreana desnuclearizada, mas não desmilitarizada. Para alguns analistas, no entanto, apesar do tom agressivo, o comunicado da Coreia do Norte continha sinais de abertura para com Washington. Aliás, a Coreia insiste que qualquer solução para a crise advirá necessariamente de negociações directas com os Estados Unidos, o que pode ser uma forma de conseguir mais ajuda humanitária ou investimento no país.

Prontos para a guerra

Também ontem, a Coreia do Norte revelou que está preparada para o cenário de guerra na península. O ministro da Defesa, Lee Jun, disse, no parlamento, que “se o problema do programa nuclear não se resolver diplomaticamente e a América atacar a Coreia do Norte, a guerra na península coreana será inevitável. O nosso exército está preparado para o pior cenário”. Simultaneamente, James Kelly, enviado especial norte-americano para a Ásia, afirmou em Pequim que, apesar de achar que o conflito deve ser resolvido pelo diálogo, não espera uma solução a breve trecho.

Kelly, em visita a um dos poucos aliados da Coreia do Norte, disse que “há que comunicar mais, de forma muito, muito clara, para todos concordarmos todos com os resultados finais”.

Os negócios de uma guerra anunciada

A guerra anunciada no Iraque e a emergente crise nuclear da Coreia do Norte criaram um autêntico puzzle sistémico para a administração Bush. Aparentemente seriam duas questões tratadas autonomamente, inseridas nas suas conjunturas regionais e políticas. Até certo ponto este raciocínio é válido, no entanto, existem outros factores a ter em conta na abordagem.

A questão iraquiana, nomeadamente o problema do regime pária de Saddam Hussein, apresenta-se num processo final, que certamente acabará na confrontação bélica, prevista para os próximos meses. Aqui, convém desmistificar a ideia avançada por alguns analistas de que o ataque estará fortemente condicionado pelas questões climatéricas do Golfo, premunindo-se uma acção militar para fins de Janeiro, princípios de Fevereiro.

Há umas semanas o SEMANÁRIO avançava, citando fontes militares americanas ao “The Los Angeles Times”, que o problema das altas temperaturas constituía um vector de ponderação, mas que a guerra poderia ser desencadeada a qualquer altura do ano, mesmo com elevadas marcas nos termómetros.
De qualquer maneira, americanos e ingleses continuam a enviar para a região fortes contingentes, acelerando a mobilização de tropas. No passado fim-de-semano, o secretário da Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld, autorizou o deslocamento de mais 62 mil homens.

Ainda esta semana foram enviados 600 soldados americanos para Israel, para fortalecer as defesa israelitas face a um eventual ataque iraquiano.
Prevê-se que no próximo mês estejam no golfo cerca de 150 mil tropas anglo-americanas. Também o Reino Unido já accionou sua máquina de guerra tendo enviado esta semana para o Golfo Pérsico o porta-aviões HMS Ark Royak, naquela que é a maior mobilização naval britânica desde a guerra das Falklands, em 1982.

A intervenção militar no Iraque desenha-se de dia para dia, e apesar da presença dos inspectores da UNMOVIC no terreno, aplicando a resolução 1441, vislumbra-se cada vez mais a certeza de que “com ou sem ONU, o ataque ao Iraque será inevitável (SEMANÁRIO, 13 de Setembro, de 2002)”. Ou seja, o trabalho a ser desenvolvido por aquele conjunto de técnicos, que terminará prematuramente, na opinião destes, no próximo dia 27, de pouco ou nada servirá para a estratégia da Casa Branca.

Ainda na quarta-feira os Estados Unidos voltaram a afirmar que se fosse necessário avançariam unilateralmente, sem uma segunda resolução do Conselho de Segurança, mesmo que os inspectores não aparecessem com material passível de comprometer Saddam na violação da resolução 1441.

O Presidente George W. Bush tem certamente o seu plano desenvolvido e muito provavelmente alcançará uma dimensão mais vasta, do que aquela perspectiva redutora cujo os objectivos norte-americanos assentam no controlo do petróleo ou na erradicação de um regime desestabilizador da segurança internacional. Na verdade, estas duas questões podem ser facilmente dissecadas, se se tiver em conta movimentações tácticas na diplomacia e política externa norte-americana nos últimos tempos.

Caso a intervenção militar venha ser uma realidade no Iraque, muito dificilmente as empresas norte-americanas tomarão conta do petróleo iraquiano. Este será deixado aos europeus, nomeadamente aos franceses e aos russos – os países que mais interesses têm concretizados naquele país. Além do mais, os Estados Unidos apenas pretendem obter uma estabilidade no fornecimento de petróleo e não propriamente o controlo daquele recurso na região do Golfo.

Neste capítulo, as grandes companhias petrolíferas dos Estados Unidos estão a virar-se para a África Ocidental, nomeadamente Angola, e para a zona do Cáucaso, com o Qazaquistão na mira, e claro está a própria Rússia. A acrescentar a tudo isto existem as vastas reservas norte-americanas, assim como o potencial Alasca.

Quanto à segunda questão, relacionada com a segurança internacional, a administração Bush está ciente de que Bagdad não representará o fim, mas sim o princípio de uma acção mais ampla que poderá muito bem visar o desconcertante regime da Casa de Saud, no qual o príncipe regente, Abdullah, conotado como um anti-americano, tem alimentado clivagens na longa e frutuosa relação entre a Arábia Saudita e os Estados Unidos.

E é talvez nesta lógica que um comentário publicado esta semana no “The Los Angeles Times” referia que os Estados Unidos não deveriam virar as costas ao seu “fiel amigo”. O problema é que um dos pontos de origem do financiamento do terrorismo internacional provém dos milionários sauditas, uma conexão de difícil concretização no caso iraquiano.

Remover Saddam e negociar com a China

A revista “BusinessWeek” afirmava veementemente na semana passada que a Coreia do Norte representava uma ameaça à segurança internacional, no entanto, a estratégia adoptada pelos Estados Unidos face ao regime de Kim Jong Il não tem sido coerente com esta evidência. Se, por um lado, Bush tem-se mostrado implacável perante Saddam Hussein, por outro, tem demonstrado uma atitude bastante flexível com Pyongyang.

Segundo algumas análises, esta postura é explicada por uma estratégia que visa o desenvolvimento norte-americano de uma política externa a longo prazo, que terá inevitavelmente de passar pela China, potência influente no teatro asiático, no qual a Coreia do Norte está a criar problemas. Assim, Washington poderá estar a considerar resolver o problema da Coreia do Norte em Pequim.

Mas com a hipótese de exílio do líder iraquiano em cima da mesa, a Casa Branca poderia ter algo mais a tratar com Pequim. De acordo com algumas teorias da conspiração, Saddam Hussein poderia escolher aquele vasto país como o seu novo santuário para encetar o seu projecto de terrorismo internacional. Obviamente que esta lógica faz apenas sentido, quando se enquadra a China numa perspectiva ofensiva perante o ocidente.

“Sinto que somos os próximos”

Depois dos tanques israelitas terem invadido as cidades palestinianas de Ramallah, Tulkarem, Belém e Qalquilia, a reocupação de Hebron está iminente, como disse ao SEMANÁRIO, Majdi Dana, o presidente da International Palestinina Youth League.

Na cidade de Hebron a situação degrada-se diariamente, com o cerco feito pelos tanques israelitas. As pessoas não podem deslocar-se e permanecem 24 horas sobre 24 horas frente à televisão para ouvirem as notícias. “As pessoas estão preocupadas, não sabem o que se passa. Não nos podemos movimentar e, por isso, estamos constantemente agarrados à televisão para sabermos das últimas”, disse ao SEMANÁRIO, Majdi Dana, presidente da International Palestinian Youth League, que se encontra retido no escritório da sua organização naquela cidade.

Denunciando a dramática conjuntura que se faz sentir em Hebron, Dana não escondeu o seu desalento e preocupação perante a escassez de alimentos e medicamentos. “É frustrante estar-se aqui preso e sem alimentos”, desabafou. “Estamos perto de ficar sem comida, uma vez que não há movimentos; ninguém entra e sai da cidade”.

Até à altura do contacto telefónico feito pelo SEMANÁRIO (terça-feira), em Hebron as linhas telefónicas ainda estavam operacionais, uma sorte que Ramallah já não partilhava há alguns dias.

Washington poderá retirar tropas da Arábia Saudita e do Sinai

Vários membros do Congresso norte-americano e do Pentágono estão considerar seriamente a hipótese dos Estados Unidos retirarem as suas tropas da Arábia Saudita devido à frustração, daquilo que consideram o fraco apoio do reino Saud na guerra ao terrorismo e das restrições impostas em locais de operações militares americanas.

Vários membros do Congresso norte-americano e do Pentágono estão considerar seriamente a hipótese dos Estados Unidos retirarem as suas tropas da Arábia Saudita devido à frustração, daquilo que consideram o fraco apoio do reino Saud na guerra ao terrorismo e das restrições impostas em locais de operações militares americanas, adiantou o “New York Times” esta semana.

No Pentágono, um crescente número de oficiais estão frustrados pelo facto de terem feito um grande investimento naquela região e agora estarem limitados nas acções de guerra ao terrorismo, nomeadamente contra o Iraque. “Eu penso que talvez tenhamos que encontra um local onde sejamos recebidos de uma forma muito mais aberta”, afirmou o sendor Carl Levin.

Mais certo parece ser a retirada dos soldados norte-americanos que integram a força das Nações Unidas no deserto do Sinai, Egipto, há duas décadas. O secretário da Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld, justificou esta decisão com a necessidade de se reduzirem custos nas missões de “peacekeeping”, uma vez que a guerra ao terrorismo está a canalizar muitos recursos financeiros.

“Eu não acredito que continuaremos a precisar das nossas forças no Sinai”, observou Rumsfeld. “Estamos a trabalhar cuidadosamente com os nossos amigos e aliados em Israel e no Egipto para ver se há alguma forma razoável de reduzirmos modestamente alguns daqueles rapazes que estão no Sinai”.
Cerca de 900 soldados americanos integram a missão “peacekeeping” que inclui 11 nações. Este contingente tem como objectivo patrulhar e operar em checkpoints e postos de observação na zona desmilitarizada ao longo da fronteira entre o Egipto e Israel.

Uma fonte oficial do Conselho de Segurança Nacional (NSC) revelou ao “Los Angeles Times” que a Casa Branca e o Departamento de Estado ainda não tinham sido informados das propostas de Rumsfeld. Por seu lado, um antigo membro NSC, Geoffrey Kemp, qualificou a presença norte-americana no Sinai de “espantosamente importante”.

Kemp, actualmente investigador senior no Centro Nixon para a Paz e Liberdade, acrescentou: “Parece-me óbvio que em tempo de crise no Médio Oriente não é altura para começar a retirar-se forças que desempenham um papel simbólico importante na manutenção de paz entre o Egipto e Israel.”

Americanos decidem ficar na Ásia Central

Os EUA pretendem instalar-se na região por alguns anos, estando a erguer mais bases militares na área e a desenvolver infra-estruturas nesse sentido. George W. Bush parece estar disposto a ficar com um “pé” naquele imenso território, mesmo que isso possa alarmar a Rússia e a China. O Afeganistão transforma-se, assim, numa porta de entrada para a presença americana na Ásia Central.

Os Estados Unidos começam a revelar, aos poucos, os interesses geoestatrégicos que depositam na Ásia Central depois de várias semanas de guerra no Afeganistão. Desde o início da “Liberdade Duradoura” tem-se escrito muito sobre os objectivos menos imediatos de Washington na Ásia Central, já que os mais prementes passavam pela aniquilação da Al Qaeda e dos Taliban e consequentemente pela captura de bin Laden e “companhia”.

A grande dúvida consistia, na altura, em saber se as forças americanas se instalariam em território afegão e nalguns Estados contíguos, apenas por um período de tempo coincidente com a duração das operações militares, ou por outro lado, se veriam o Afeganistão como uma porta de entrada para a imensa região asiática.

As dúvidas começam a esvanecer-se à medida que as operações militares no terreno vão findando. A última opção é, cada vez mais, tida em conta pelo poder em Washington que, de acordo com uma das últimas edições do “New York Times”, citando fontes militares, pretende erguer mais bases militares no Afeganistão e noutros países limítrofes e assegurar uma presença na Ásia Central por vários anos.

Os Estados Unidos e os seus aliados estão a construir uma base aérea no Quirguistão que permitirá acomodar 3 000 homens, aviões e material logístico. Vários engenheiros estão, igualmente, a melhorar vias de comunicação, iluminação, telecomunicações, e alojamentos situados em bases no Uzbequistão e Paquistão, onde as forças americanas estão estacionadas.

As chefias militares norte-americanas estão a trabalhar numa lógica de médio e longo prazo, assegurando a defesa de outros interesses (políticos e estratégicos) para os Estados Unidos. “Ainda há muito para fazer”, disse o Contra-Almirante Craig R. Quigley, porta-voz do Comando Central de Operações dos Estados Unidos, em Tampa, Florida. “Há um grande valor, por exemplo, na construção de aeroportos em localidades diferentes no perímetro do Afeganistão que ao longo do tempo poderão desempenhar variadas funções, como operações de combate, evacuação médica e entrega de assistência humanitária”, acrescentou Quigley.

O poderio norte-americano está definitivamente a instalar-se na Ásia Central: O Pentágono já aprovou um pedido do General Tommy R. Franks, para serem enviados para o norte do Mar Arábico dois porta-aviões no próximo mês de Março; As tropas americanas adoptaram políticas de rotatividade todos os 90 dias até seis meses; os americanos estão a implementar cooperação militar e técnica com os parceiros da região.

Na base aérea aliada, perto do aeroporto internacional de Manas, em Bishkek, capital do Quirguistão, a actividade é intensa, estando a ser construída uma verdadeira “cidade” de tendas, com aquecimento e chão, com capacidade para albergar entre 2000 a 3000 soldados para o próximo mês.
Segundo o vice-secretário de Defesa, Paul D. Wolfowitz, “a função deles (militares) pode ser mais política do que militar”.

George W. Bush pretender colocar um “pé” na Ásia Central, embora tenha criticado duramente o seu predecessor, Bill Clinton, pelo extensivo emprego de tropas americanas em territórios além fronteiras. Esta posição da nova administração da Casa Branca vai de encontro à opinião de muitos analistas que salientam a importância da presença de tropas americanas em redor do Afeganistão. No entanto, estes referem que uma presença militar muito prolongada dos americanos na região pode alarmar a Rússia e a China e provocar o desconforto dos afegãos que querem, agora, desempenhar um papel soberano na condução da sua política externa.

Abu Zubeida, o verdadeiro número dois da Al Qaeda?

Os Estados Unidos estão a encetar todos os esforços na caça ao homem que tem como missão manter as células da Al Qaeda vivas no estrangeiro. As autoridades norte-americanas estão convencidas que este terrorista é palestiniano e é conhecido por Abu Zubeida, sendo o seu verdadeiro nome, Zain Al Abidin Mohammed Husain. Este indivíduo andará na casa dos 30 anos e é o grande contacto de Bin Laden. Mas, ao contrário deste, os movimentos de Husain não são limitados e há quem diga que já está no Paquistão ou noutro país para reactivar novos grupos da Al Qaeda.

Para as autoridades em Washington, Zubeida representa prioridade máxima, especialmente após a morte, em Novembro, de Mohammed Atef. Os especialistas americanos em contra-terrorismo crêem que Zubeida é actualmente o estratega chefe da Al Qaeda. Sabe-se que existem planos para se assegurar uma sucessão de bin Laden, de forma a que a rede terrorista prossiga os seus objectivos.

“Zubeida é o director dos assuntos externos da Al Qaeda”, disse ao “Los Angeles Times” um fonte da administração Bush, que confirmou a intensa caça a este homem. “(…) Depois de bin Laden, haverá alguém que tomará o seu lugar”, referiu a mesma fonte. “Ele (Zubeida) é alguém que nos interessa bastante”. Abu Zubeida é a pessoa responsável de pôr na prática os planos de bin Laden, e esteve implicado directamente nos atentados dos últimos anos, nomeadamente nos ataques às embaixadas americanas em África, em 1998. As autoridades sabem muito pouco sobre Abu Zubeida, acreditando-se apenas que é originário da Faixa de Gaza, desconhecendo-se como caiu nas boas graças de bin Laden.

Busca em Tora Bora chegou ao fim

A busca de Bin Laden nas cavernas das montanhas de Tora Bora devem chegar hoje ao fim, depois das forças especiais norte-americanas e os guerrilheiros afegãos terem patrulhado os últimos dos 48 complexos subterrâneos em busca de documentos, equipamento bélico, e corpos, de acordo com o marine, Major Brad Lowell, porta-voz do quartel de comando em Tampa. “Até agora entramos em 42 cavernas da lista – o que significa que apanhamos tudo o que havia para ser apanhado em termos de informação e destruímos todas as munições que existiam”.


Paquistão deu luz verde ao EUA

O General Tommy Franks, comandante das forças norte-americanas no terreno, disse que Islamabad concordou em deixar as tropas aliadas atravessarem para território paquistanês numa eventual perseguição a Bin Laden.

Esta notícia vem numa boa altura para Washington, uma vez que crescem os receio de que o líder da Al Qaeda e seus tenentes possam ter fugido para o Paquistão. Antes de qualquer incursão, os soldados americanos terão que informar as autoridades de Islamabad, e só depois poderão efectuar as devidas buscas, mas em parceria com os soldados paquistaneses.

Outros palcos de guerra

Somália, Iémen, Filipinas e Indonésia podem ser os próximos cenários da campanha anti-terrorista lançada pelos Estados Unidos. Estes países reúnem, por diferentes razões, as condições para se converterem em refúgios de membros da Al Qaeda, disse Wolfowitz. Para este, a grande dificuldade dos Estados Unidos é estabelecer quem são os aliados da primeira fase da guerra que se poderão transformar em aliados fortes daqui para o futuro e que não levantem grandes problemas.